Da ansiedade ao pânico
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segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Michelle Aligleri <br> Reportagem Local <br> 
Dores de cabeça, suor excessivo, palpitações, aperto no peito e inquietação. Esses são alguns dos sintomas das crises de ansiedade, um dos transtornos mentais mais incidentes da atualidade e, assim como os demais, extremamente cruel. Dependendo do grau, pode levar o indivíduo a uma crise do pânico ou outros transtornos.
De acordo com a médica psiquiatra Luciana Vargas Nunes, os transtornos de ansiedade levam a uma incapacidade funcional e geralmente são desencadeados por uma experiência em pessoas que já tem fatores genéticos que favorecem a situação.
''As evidências indicam que os acontecimentos traumáticos da vida e o estresse são etimológicamente importantes para o desenvolvimento de um transtorno de ansiedade''. O transtorno pode ser classificado como fóbico-ansioso, transtorno do pânico, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno obsessivo-compulsivo e reação ao estresse grave.
Segundo a psiquiatra, cada pessoa interpreta os acontecimentos de uma maneira, as defesas psicológicas e os mecanismos individuais para lidar com a tensão dependem da forma que a pessoa entende e encara as situações adversas do dia-a-dia. Isso significa que uma situação que não representa nada para uma pessoa pode desencadear um transtorno de ansiedade em outra.
Vivenciada por todas as pessoas em momentos cotidianos, a ansiedade traz uma sensação desagradável e vaga de apreensão. ''Nas situações patológicas, a anisedade é acompanhada de dores de cabeça e estômago, suores excessivos,, palpitações, aperto no peito e inquietação'', descreve a psiquiatra.
O transtorno é um mecanismo de defesa do corpo, explica a psiquiatra, acrescentando que inicialmente o transtorno parece ser a mesma emoção que o medo. ''Quando está em níveis mais baixos serve como um sistema de alerta de ameaças de lesão corporal, dor, impotência, frustração, separação de entes queridos e ameaças à integridade'', disse. ''De certa forma, a ansiedade faz com que o indivíduo tome as medidas necessárias para reduzir a ameaça ou as consequências desta situação que é entendida pelo organismo como num 'risco'. Podemos dizer que a ansiedade estimula o indivíduo a realizar atos que bloqueiam o perigo'', afirma.
Exercícios físicos, psicoterapia e relaxamento são boas alternativas de tratamento para as pessoas que sofrem de ansiedade leve. Já aqueles que convivem com a ansiedade moderada e grave devem utilizar também medicamentos específicos. As patologias relacionadas à ansiedade podem surgir em qualquer época da vida. O transtorno do pânico pode se desenvolver em qualquer idade, mas a psiquiatra afirma que é mais comum em adultos jovens, em torno dos 25 anos.
''A fobia social tem idade de pico iniciando aos 10 anos, mas é comum dos 5 aos 35 anos. Já o transtorno obsessivo-compulsivo tem idade média de início aos 20 anos, embora os homens tenham uma idade de início mais precoce'', alerta.

