Cuidado com as doenças típicas da primavera
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domingo, 21 de setembro de 2014
Reportagem Local 
As mudanças climáticas da primavera, que começa amanhã, costumam causar uma série de doenças comuns na infância, mas que também podem acometer adolescentes e adultos com complicações, se não forem devidamente tratadas. O alerta é da pediatra e alergista Claudia Nakamura, do Seconci-SP (Serviço Social da Construção Civil do Estado de São Paulo).
O aumento das temperaturas propicia a proliferação de vírus e bactérias que causam caxumba, escarlatina, rubéola, sarampo e varicela (catapora), cuja incidência aumenta nos meses de setembro a dezembro. As crianças são as vítimas mais frequentes dessas enfermidades, mas os adultos também podem contraí-las, e em sua forma mais extensa. Duas delas podem ter consequências graves para este último grupo: a rubéola, doença infectocontagiosa causada pelo togavírus, e a catapora, transmitida pelo vírus varicela-zóster, integrante da família do herpes, explica a médica.
"O diagnóstico da rubéola deve ser feito com brevidade, descartando outras viroses, para evitar a transmissão da doença. Um agravante é que o período de incubação da rubéola é relativamente longo, começa até 10 dias antes de surgirem os sintomas e se estende por mais 15 dias depois de a pessoa estar clinicamente curada", alerta a pediatra.
A característica mais marcante da rubéola são as manchas avermelhadas, que aparecem primeiro na face e atrás das orelhas, para depois se espalharem pelo corpo todo. Podem também aparecer outros sintomas como dor de cabeça, desconforto ao engolir, dores pelo corpo, nas articulações e músculos, coriza, aparecimento de gânglios e febre. O contágio se dá comumente por meio das vias respiratórias, quando uma pessoa aspira gotículas de saliva ou tem contato com a secreção nasal de alguém que está contaminado.
"A boa notícia é que há vacina contra a rubéola, a tríplice viral, que protege também contra sarampo e caxumba. A vacina tem 95% de eficácia e está disponível nos Postos de Saúde para indivíduos a partir dos 12 meses de idade até 39 anos para homens e 49 anos para mulheres", lembra a pediatra.
A transmissão da catapora também ocorre pelo contato interpessoal direto, pois o vírus se solta através de gotículas provocadas pela tosse, espirros e fala. O contágio acontece de um a dois dias antes da doença irromper no corpo e esse ciclo permanece enquanto as bolhas encrostadas estão presentes. Os sintomas mais comuns são febre, dor de cabeça, dor de barriga ou perda de apetite de um a dois dias antes das erupções aparecerem.
As complicações mais sérias ocorrem quando o vírus migra para outros órgãos, como pulmões ou cérebro. Nesses casos, o paciente pode ter pneumonia ou, se atingir o cérebro, apresentar sintomas parecidos com o da meningite. "Diante de um quadro de febre e dores, o mais recomendado é procurar um médico. Nada de se automedicar, pois uma simples doença infantil pode desencadear problemas graves, se não for adequadamente tratada", conclui a pediatra.

