Em uma pequena sala do prédio da Provopar na área central de Londrina está um exemplo como tantos outros em Londrina de mulheres que já criaram seus filhos, mas que querem ajudar a melhorar a vida de mães sem as mesmas oportunidades.

Elas se reúnem todas as tardes de terça-feira no local para operar máquinas de costura, de onde saem enxovais infantis que são doados a gestantes carentes. A maioria são senhoras aposentadas com mais de 60 anos, que formaram mais que um grupo de voluntárias. A jornada de trabalho chega a durar seis horas.

''É nossa terapia. Não precisamos de psicólogo, nem antidepressivos. Aqui nós rimos, contamos os problemas, nos consolamos e dividimos momentos importantes'', lembra a professora Maria Alice Rodrigues, 58 anos, a caçula do grupo.

O entrosamento faz funcionar uma curiosa engrenagem instalada há nove anos. Primeiro existe a separação de roupas e lençóis usados pelas voluntárias. A segunda fase é a preparação para se recondicionar o tecido. Alguns são desfiados e refeitos. No total, são produzidos 15 enxovais com 25 peças cada. As beneficiadas são gestantes que apresentam comprovante de acompanhamento pré-natal e que comprovam carência absoluta.

''As mulheres que nos procuram não tem nenhuma outra opção. A gente sabe que alguém está precisando daquelas roupas e esta responsabilidade é encarada com muito amor'', lembra. ''Acho que é por isso que há tanta disciplina. Quando uma não vem, manda substituta'', afirma. (L.F.M.)

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