Apesar de ser uma novidade para muita gente, o treino Core 360º já mostra que é uma modalidade de exercício físico que veio para ficar. Isso porque o objetivo vai além da tonificação e força, comuns nos treinamentos tradicionais. O foco é tornar o corpo mais funcional, promovendo resultados nos movimentos do dia a dia. Não é à toa que esta atividade leva o nome de Core, que significa "centro, núcleo" e é representado pelo complexo lombo-pelve-quadril.
Em outras palavras, o treino contempla toda a região da altura da clavícula até pouco acima da linha do joelho e envolve os músculos do reto abdominal, glúteo, quadríceps, musculatura posterior da coxa, músculos posteriores e eretores da espinha.
"Todo esse conjunto tem o objetivo de produzir força, acelerar e desacelerar movimentos. É como se fosse a nossa base, pois se o indivíduo não tem uma boa mobilidade e estabilidade, não consegue produzir movimentos com qualidade. É um trabalho integrado, do centro para as extremidades", explica o educador físico e treinador do sistema em Londrina, Paulo Alves Pereira.
Nesta modalidade, os exercícios utilizam o peso do próprio corpo e também envolvem acessórios como bolas, elásticos, cordas, bosu, entre outros. Treino após treino, o objetivo é que o aluno aprenda a fazer do próprio corpo uma ferramenta mais funcional, com benefícios nas tarefas diárias. Por exemplo, ter mais equilíbrio para se secar no banho ou então, mais flexibilidade e força para subir escadas.
"A ideia é oferecer o máximo de possibilidades de padrões de movimento e de maneira potente", afirma Pereira, citando ainda o ganho de força, agilidade, mobilidade, resistência, velocidade e equilíbrio.
A metodologia Core 360º surgiu no Brasil há pouco mais de seis anos, pela experiência do educador físico Luciano D’Elia com o treinamento funcional. De acordo com Pereira, de lá para cá, a palavra "treinamento funcional" tem sido uma das mais pesquisadas na internet na área esportiva.
"Essa busca se deu tanto por profissionais, como fisioterapeutas e educadores físicos, quanto pela população em geral. A resposta para isso é que o treinamento funcional não é modismo, é uma realidade", ressalta.
O empresário Vicente Viggiani, de 59 anos, começou a treinar o Core 360º quando a modalidade surgiu em Londrina há cerca de 5 anos. Ele, que sempre foi ativo fisicamente em busca de qualidade de vida, sentiu a diferença ao trocar os aparelhos de musculação pelos exercícios funcionais.
"No começo até estranhei porque os exercícios são diferentes. Era algo muito novo para mim. A primeira impressão é que parece ser fácil, mas quando a aula acaba, estou super cansado, muito suado", conta Vicente, que em pouco tempo já comemorou os resultados.
"Quando você faz musculação, você fica forte, mas no funcional você fica ágil. A gente desenvolve capacidades no corpo todo, como flexibilidade, equilíbrio e reflexo. As mudanças estão no dia a dia. Me sinto mais apto a fazer movimentos como agachar e levantar. São estímulos que fazem muita diferença", afirma.

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