Coração em risco: infartos crescem no inverno, alerta especialista
Atenção deve ser redobrada especialmente entre os pacientes com histórico de doenças cardiovasculares; agasalhar-se bem é fundamental, observa cardiologista
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domingo, 20 de julho de 2025
Atenção deve ser redobrada especialmente entre os pacientes com histórico de doenças cardiovasculares; agasalhar-se bem é fundamental, observa cardiologista
Da Redação 

Com a chegada do inverno, crescem também os riscos para a saúde cardiovascular. De acordo com especialistas, os meses mais frios do ano registram aumento significativo nos casos de infarto e outros problemas cardíacos, exigindo atenção redobrada — especialmente entre os pacientes com histórico de doenças cardiovasculares.
“Com a chegada do frio, nosso corpo reage para conservar calor, e essa adaptação natural pode sobrecarregar o coração. As artérias se contraem para diminuir a perda de calor pela pele, o que eleva a pressão arterial e força o coração a bombear com mais força. Ao mesmo tempo, o sangue tende a ficar mais denso e mais propenso a formar coágulos", explica Marcio Moreno Luize, médico cardiologista do Hospital Costantini, de Curitiba.
"Para quem já possui placas de colesterol nas artérias, essa combinação é perigosa: o aumento da pressão pode rompê-las, e a maior tendência de coagulação pode formar um trombo que bloqueia o fluxo de sangue, causando o infarto. Por isso, agasalhar-se bem no inverno é um ato fundamental de cuidado com o coração”, acrescenta.
Segundo o especialista, mesmo pessoas sem diagnóstico prévio de doença cardíaca podem ser afetadas. “O frio pode desencadear um primeiro evento cardiovascular em indivíduos aparentemente saudáveis, especialmente em situações de esforço físico intenso ao ar livre, como atividades esportivas ou tarefas domésticas pesadas”, afirma.
Cuidados básicos
Para evitar complicações, o cardiologista orienta cuidados básicos como manter-se bem agasalhado, evitar mudanças bruscas de temperatura, manter a hidratação, tomar as vacinas contra gripe e pneumonia e redobrar a atenção com a pressão arterial.
“Idosos, hipertensos, diabéticos e tabagistas formam o grupo mais vulnerável e devem seguir uma rotina de monitoramento rigorosa nesse período”, acrescenta o especialista.
Além do infarto, o frio também pode agravar quadros de insuficiência cardíaca, aumentar a incidência de arritmias e elevar o risco de AVC. Por isso, a orientação é estar atento aos sinais de alerta, como dor no peito, falta de ar, suor frio, palpitações ou sensação de desmaio.
“Reconhecer os sintomas e procurar atendimento imediato pode ser decisivo para salvar vidas. No Hospital Costantini, temos estrutura especializada e equipe preparada para atender com agilidade e segurança casos de emergência cardíaca em qualquer época do ano”, conclui o cardiologista.
Sinais de alerta
Reconheça os sinais de alerta e saiba quando procurar ajuda.
= Dor ou pressão no peito irradiando para braço, mandíbula, costas ou ombro;
= Falta súbita de ar, mesmo em repouso ou atividades leves;
= Suor frio, tontura, náusea ou sensação de desmaio;
= Palpitações intensas, sensação de “coração disparado” ou pausa cardíaca;
= Edema súbito nos membros inferiores, inchaço abdominal ou ganho de peso rápido (sinal de insuficiência);
= Confusão mental, fraqueza súbita em rosto ou membro (pode indicar AVC).
(Com informações do Hospital Costantini)

