Convivendo bem com a doença
O estudante de Administração, Renato Colombo Costacurta, de 29, sofreu o primeiro sintoma de esclerose múltipla há nove anos, ao despertar pela manhã. "Percebi que metade do meu rosto e minhas pernas estavam dormentes. Achei que tinha dormido de mal jeito, mas percebi que a sensibilidade não voltava", lembra. Na época, ele achou que estava com algum problema na coluna ou na circulação do sangue. "Procurei o médico e fiz uma bateria de exames, mas nada foi diagnosticado", conta. A sensibilidade do rosto e das pernas só voltou ao normal seis meses depois. Apesar do sintoma, a esclerose múltipla de Renato só foi confirmada há dois anos quando, após o segundo surto, ele fez uma ressonância magnética.
Renato relata que foi muito difícil aceitar o diagnóstico. "Tive muito medo, mas depois que conheci a doença e outros pacientes fiquei mais tranquilo", afirma. Semanalmente, o estudante vai ao Hospital das Clínicas para receber o medicamento que é injetável e coberto pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar do tratamento, ele garante que a doença não afeta seus planos para o futuro. "Estou sempre acompanhando as pesquisas sobre a doença e disposto a colaborar no que for preciso".
O empresário Francis Júnior Cavalcanti Pirolo, de 21 anos, sofreu o primeiro sintoma da doença aos 17 anos. Ele conta que sua perna direita parou de funcionar quando estava estudando. "Era como se a minha perna não existisse. Ela simplesmente não respondia aos comandos", afirma.
A doença não foi diagnosticada na primeira consulta médica e Pirolo teve que conviver com o membro imóvel por alguns meses. "Quando a perna melhorou, sumiram os movimentos da mão direita e a visão do lado direito ficou escurecida", lembra. Somente quando buscou outro médico, o empresário, que é morador de Andirá, foi orientado a procurar o ambulatório de esclerose múltipla do Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
A notícia do diagnóstico foi um baque e a tranquilidade só veio depois que o neurologista afirmou que Francis poderia morrer por conta de qualquer outra doença, menos em função da esclerose múltipla.
Depois que começou o tratamento, ele teve apenas mais um surto, que foi controlado. Por conta da ausência de medicação no primeiro surto, o empresário ficou com uma leve sequela na perna, mas que não o atrapalha no desenvolvimento de suas atividades rotineiras.(M.A.)




