Controle de qualidade
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 19 de novembro de 2018
Micaela Orikasa <br> Reportagem Local 

Em 1985, descobriu-se que o leite cru poderia transmitir o vírus HIV aos bebês e, por conta disso, todos os bancos tiveram que pensar e validar uma maneira de aproveitar o leite sem comprometer a saúde da criança. Desde então, é preciso pasteurizar o leite para manter a qualidade higiênico-sanitária e preservar ao máximo os nutrientes. Esse é o trabalho realizado todas as manhãs no BHL do HU.
O leite é degelado a 40°C e passa por uma verificação de cor, presença de corpos estranhos e odor. Uma amostra é coletada para o teste de titulação de acidez e dosagem de teor calórico. Essa etapa é importante, pois é uma forma de beneficiar os bebês que precisam ganhar peso, por exemplo, com um leite mais rico em gordura.
Em seguida, o leite é envasado em frascos e volumes iguais e levado para um banho-maria até atingir 62,5°C. Esse processo vai inativar qualquer patógeno que possa eventualmente estar no leite. Na etapa final, os frascos voltam à temperatura de 5°C e é feito o controle microbiológico a partir de amostras. O processo todo permite a pasteurização máxima de seis litros.
Cada recipiente é rotulado e vai para a quarentena. Se em 48 horas as amostras não apresentarem nenhum alteração, o leite está pronto para consumo. A distribuição dos frascos para cada hospital é feita em dias diferentes. (M.O.)

