Nas quase sete décadas de fundação, Londrina sempre contou com a colaboração de mulheres que trabalham para o desenvolvimento da cidade. Em cargos importantes, elas dedicam parte do tempo e de suas qualidades para tornar melhor a vida de todos. Londrinenses ou não, aprenderam a gostar desse lugar e a se alegrar com suas conquistas e crescimento. Confira abaixo o que algumas pensam e como contribuem para o desenvolvimento da cidade:


Carmen Lúcia Baccaro Sposti,
56 anos, secretária Municipal de Educação: ‘‘Estou aqui desde 1964 e adotei a cidade. Londrina é minha paixão. Trabalho na Secretaria de Educação há 30 anos e o que a gente faz para melhorar a cidade é manter o ensino com qualidade que dê conta de atender à demanda. Também é importante dar condições para que a escola execute seus projetos pedagógicos, fazer acontecer o projeto político de cada escola. Acredito que a cidade precisa melhorar na questão da segurança e podemos trabalhar esse aspecto na educação naquilo que a escola pode formar, que é o espírito de cidadania, contribuindo para diminuir a violência’’.

Maria José Barbosa, 43 anos, secretária da Mulher: ‘‘Vim para Londrina com 8 anos e sempre gostei daqui. Morei em Brasília um ano mas eu me sentia melhor quando voltava para cá. Em Londrina eu me sinto verdadeiramente em casa porque é uma cidade grande que tem tudo o que você quer na área do comércio, entretenimento, transporte e não deixa de ser acolhedora. O que a cidade tem de ruim e me incomoda é a questão da violência, que agora está no auge. Acredito que na minha área temos que continuar trabalhando para dar visibilidade e organização ao trabalho da mulher, possibilitando que as pessoas estejam incluídas na sociedade, acreditando na força e na capacidade que elas têm’’.

Maria Joseléia Pigozzi, 44 anos,
titular da Delegacia da Mulher: ‘‘Vim para Londrina em 1987, adoro a cidade e não penso em sair daqui de jeito nenhum. É uma cidade de interior que tem tudo o que tem na capital, sem deixar nada a desejar. Temos, por exemplo, boas universidades e atendimento médico. O que eu acho que precisaria melhorar é o atendimento do setor público, mas isso é uma questão de investimento. Dentro da nossa área, a Delegacia da Mulher serve como ponto de referência. Ainda que o caso não seja na área da delegacia, nós damos todo o apoio que a mulher necessita. Nesse ano, 1,7 mil mulheres já nos procuraram’’.

Lídia Maejima, juíza da 2ª Vara Criminal: ‘‘Vivo em Londrina desde criança e acho o clima daqui ótimo com um povo maravilhoso. Temos um centro médico muito bom e no ensino superior há boas faculdades. Profissionalmente, já era para eu estar em Curitiba mas só saio daqui se for para ir para o Tribunal. Acredito que podemos contribuir trabalhando bastante para que a cidade mantenha um nível de segurança bom. A criminalidade está em todas as cidades e Londrina não é exceção mas podemos trabalhar para acelerar os processos dando uma resposta mais rápida da Justiça. Para essa cidade ficar melhor, só se tivesse uma praia’’.

Lenir Cândida de Assis, 34 anos, gerente do Provopar: ‘‘Moro em Londrina desde 1977 e acho essa cidade muito acolhedora; aqui tem uma cultura da solidariedade. No meu cargo eu posso contribuir participando de debates, na comunidade e em trabalhos voluntários. O Provopar tem muito a acrescentar até na relação com a comunidade. Na minha opinião, o que a cidade tem de melhor é que oferece opções na área cultural e tem uma dedicação pelo lado social, mas acredito que a participação do povo precisaria melhorar porque ele critica mas não participa através dos meios que tem para isso. Temos muito a crescer na participação em movimentos populares’’.

Lygia Pupatto, 49 anos, reitora da Universidade Estadual de Londrina: ‘‘Estou aqui desde 1976 e acho que Londrina reúne condições como poucas cidades no Brasil, até pelo tipo de colonização que teve, que dá uma dinâmica diferente para a cidade. Ela tem uma beleza natural como poucas cidades, e aí cito os fundos de vale, e também reúne várias instituições universitárias que trazem jovens e dão alegria à cidade. Ela é abençoada por Deus. Na UEL nós estamos fazendo um trabalho imenso de aproximação da universidade com a sociedade. Além de qualificar pessoas para o mercado de trabalho, ela tem outras facetas como o Hospital Universitário, Hospital Veterinário, Museu e realização de festivais, que aproximam a instituição da comunidade’’.

Vania Beatriz Castiglioni, chefe-geral da Embrapa Soja: ‘‘Vim do Espírito Santo para cá em 1987 e foi uma paixão à primeira vista. Acho Londrina uma cidade simpática e tenho um carinho especial com ela. Como vim de cidade pequena, me identifiquei com Londrina e o que mais me agrada é essa característica interiorana, mas a questão da violência me preocupa um pouco. Na Embrapa temos feito um trabalho com comunidades carentes e desenvolvemos também uma cooperação com a UEL contribuindo na formação dos alunos. Outro trabalho importante é a ‘Soja na Alimentação’, em que nós fazemos treinamentos e damos palestras para ensinar a população a usar a soja na alimentação’’.

Rosemayre Malhorquim Ferreira Correa, 48 anos, superintendente da Infraero: ‘‘Moro há três anos aqui e acho a cidade maravilhosa. Se a empresa deixar, eu queria era ficar aqui para sempre. No meu segmento, a maioria dos superintendentes eram homens e no início foi um desafio grande, mas a partir do momento que começamos fomos quebrando esses paradigmas. Em Londrina, acredito que as praças precisam ser melhoradas porque estão mal cuidadas. Entre as coisas que mais gosto, estão o Lago Igapó e o Zerão. No nosso trabalho estamos fazendo uma contribuição para a cidade: é o Projeto Social Infraero, que será inaugurado na segunda quinzena de dezembro. Em relação ao meio ambiente, desenvolvemos um trabalho de limpeza de fundo de vale’’.

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