Uma consulta pública que avalia a incorporação ao SUS (Sistema Único de Saúde) de um tratamento subcutâneo para pacientes com doença de Crohn está aberta até esta quarta-feira (18). A participação pode ser feita pelo link: https://www.gov.br/participamaisbrasil/consulta-publica-conitec-sectics-n-39-2025-infliximabe.

O infliximabe subcutâneo é indicado para pacientes adultos com a enfermidade moderada a grave que tiveram resposta inadequada às terapias convencionais.

As Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs) são enfermidades crônicas representadas, de maneira mais comum, pela Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa. No Brasil, a estimativa de prevalência é de 100 casos em cada 100 mil habitantes.

As DIIs, inclusive, receberam grande atenção na agenda pública recente, resultando em dois outros importantes encaminhamentos para as demandas desta parcela da população. O primeiro é a sanção da Lei 15.138/2025, que institui a Política Nacional de Assistência, Conscientização e Orientação sobre Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa; o segundo é a grande participação popular na petição para atualização do PCDT (Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas) da Doença de Crohn, que alcançou 39.568 assinaturas. A última atualização deste PCDT ocorreu em 2017.

Avaliação e decisão

Após 20 dias de Consulta Pública, as participações são avaliadas e inseridas ao relatório final da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde – Conitec. Em seguida, o documento é encaminhado para a Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovações e Insumos Estratégicos em Saúde (SCTIE/MS) do Ministério da Saúde. O órgão avalia o relatório e decide sobre a incorporação da terapia no Sistema Único de Saúde (SUS), que é anunciada via Diário Oficial da União (DOU).

Sobre a doença

A Doença de Crohn afeta predominantemente a parte inferior do intestino delgado (íleo) e do intestino grosso (cólon), mas pode atingir qualquer região do trato gastrointestinal. Habitualmente, a enfermidade causa diarreia, cólica abdominal, febre e sangramento retal, além de poder reduzir o apetite e causar, consequentemente, perda de peso. Os sintomas podem variar de leve à grave, mas em geral os pacientes podem ter uma vida ativa e produtiva.

Os tratamentos para as doenças inflamatórias intestinais têm como objetivos minimizar os sintomas, induzir à remissão por um longo período e permitir que o paciente tenha mais qualidade de vida. O diagnóstico das DIIs deve ser feito por um coloproctologista ou por um gastroenterologista. Os sinais e sintomas mais comuns para a busca pelo especialista são: diarreia; sangramento retal; dor abdominal; urgência evacuatória; febre e perda do apetite.

(Com informações da assessoria)

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