Esperar o momento certo - financeiro e social - para gerar um filho pode não ser a alternativa mais saudável para o organismo da mulher. Com a modernidade e o desejo de uma gravidez cada vez mais tardia, muitas se esquecem que os riscos aumentam, principalmente para o bebê. O congelamento de óvulos permite uma reprodução com material genético saudável, dando a oportunidade de a mulher vivenciar a gestação no momento que achar melhor. No Brasil, o procedimento tem sido mais comum do que muitas pessoas pensam.
O ginecologista especialista em tratamento de fertilização Dalmo Borges Ramos Júnior, de Londrina, explica que há um período na vida da mulher em que ela está capacitada a engravidar - mais ou menos entre 15 e 35 anos de idade - sem maiores riscos de malformações congênitas. Segundo ele, se a mulher deixar para engravidar depois dos 38 anos, as chances de complicações podem aumentar.
''Sabemos que os homens são capazes de regenerar seus gametas a cada três meses, o que mantém o DNA destas células praticamente intacto. As mulheres infelizmente não renovam seus óvulos. Com o tempo, estas células sofrem uma degeneração do seu conteúdo genético e perdem a capacidade de se reproduzir, ou pior, reproduzem-se erroneamente e acabam gerando seres humanos geneticamente anômalos, com graves repercussões clínicas'', explica. Conforme o especialista, isso ocorre porque a mulher nasce com um determinado número de óvulos e após a adolescência começa a eliminá-los mensalmente.


Leia mais na matéria da repórter Fernanda Borges

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