Confirmação de diagnóstico depende de biópsia
Alguns estudos mostram que cerca de 60% dos homens com mais de 80 anos apresentam tumor primário da próstata, e como só 5% destes casos se manifestam clinicamente, os demais só serão diagnosticados se o paciente fizer os exames preventivos.
As formas mais seguras de prevenção da doença ainda são o toque retal (exame físico), o PSA (teste de sangue) e o ultrassom da próstata. O médico urologista Roberto Ortiz explica que, se um dos exames for positivo, o paciente tem 25% de chance de ter câncer de próstata, e a chance sobe para 50%, se dois exames positivarem. "O PSA é um marcador de doença prostática, que pode se elevar em casos de inflamação na próstata (prostatite), mas também pode dar alterado se o paciente teve relação sexual ou andou de bicicleta algumas horas antes do exame", comenta.
Ele explica que no toque retal são avaliadas a consistência, o formato e se a próstata apresenta nódulos. Os exames sugerem o problema, mas o diagnóstico é fechado apenas após a realização de uma biópsia da glândula. "O acompanhamento do paciente por muitos anos favorece perceber pequenas alterações do PSA que chamam atenção, e os exames periódicos permitem identificar o câncer ainda no início", destaca. O médico observa que a presença dos homens nos consultórios é bastante influenciada pelas esposas e companheiras.
Apesar de alguns homens ainda terem preconceito em relação ao exame de toque retal, segundo Ortiz, os números estão gradativamente melhorando. "Há 20 anos, entre 20% e 25% dos diagnósticos que fazíamos já apresentavam metástase, hoje, o diagnóstico precoce é mais frequente e o número de metástases é menor do que 5%", revela. (M.A.)




