Comportamento é principal inimigo dos obesos
O médico endocrinologista Guilherme Marquezini disse que a chamada Síndrome Metabólica é composta de uma série de doenças que são frequentemente associadas à obesidade. São elas: bom colesterol baixo, alteração nos triglicerídeos, pressão alta e pré diabetes. De acordo com Marquezini, a síndrome não torna o processo de emagrecimento mais difícil. ''Emagrecer é difícil naturalmente'', ressalta.
O médico explica que o paciente que apresenta a Síndrome Metabólica acumula fatores de risco para infarto. ''Emagrecer da forma natural leva tempo e, às vezes, a pessoa já tem várias alterações que fazem com que este paciente tenha um potencial alto de complicação. Nestes casos indicamos a cirurgia, que é um tratamento mais agressivo, mas tira o paciente desta situação de risco de forma mais rápida'', explica.
Emagrecer é difícil e tem uma taxa alta de falhas, o endocrinologista lembra que as pessoas sabem o que deve ser feito mas não conseguem colocar em prática. ''Eu acho que este é um problema comportamental, mas sempre haverá excessões. A obesidade era uma doença rara há 30 anos e a progressão dela tem uma relação muito próxima à mudança de comportamento das pessoas nos últimos anos'', ressalta.
Para Marquezini, o fator mais importante para determinar a obesidade não é o fator genético e nem hormonal, mas sim a questão ambiental. ''O tipo de comida, o sedentarismo, isso tem uma força muito maior para determinar a obesidade do que qualquer fator biológico'', justifica. Ele acrescenta que o fato da obesidade ter um componente comportamental mais importante do que o biológico faz com que a cirurgia não seja eficaz. ''No procedimento cirúrgico são feitas várias alterações no corpo, mas ainda assim o número de insucesso é grande. É alto o número de pacientes que volta a engordar depois de um tempo'', alerta. (M.A.)




