Brasília - As dores intensas nas articulações são as características mais marcantes da Chikungunya, doença causada pelo vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Atualmente, milhares de pessoas ainda sofrem com as duras consequências deixadas pela enfermidade, que, em alguns casos, gera dores crônicas que duram semanas, meses, anos ou toda a vida da pessoa.

A reumatologista do Hospital Regional da Asa Norte, Maira Rocha, explica que a evolução da doença varia bastante de pessoa para pessoa. "Em algumas pessoas a dor pode desaparecer em poucas semanas. Mas, normalmente, elas costumam durar um período médio de 12 a 18 meses. Porém, não é uma regra, existem casos de pessoas com dores persistentes por três ou quatro", afirma. Sobre as características, ela explica que se tratam sobretudo de dores poliarticulares. "Normalmente, são dores em várias articulações e bastante simétricas, ou seja, costumam acontecer nas mesmas articulações nos dois lados do corpo."

A reumatologista explica que a fase inicial da doença é a mais complicada e a que requer mais cuidados. A atenção deve ser redobrada, principalmente, na fase aguda da chikungunya. "Existem estudos que mostram que uma das poucas coisas que podem evitar a evolução da doença para a fase crônica são os cuidados na fase aguda. É muito importante manter o repouso absoluto nesse momento e evitar a automedicação, que pode piorar o quadro do paciente", esclarece.

Não existe vacina ou tratamento específico para Chikungunya. Os sintomas são tratados com medicação para a febre (paracetamol) e as dores articulares (analgésicos). Na fase aguda, recomenda-se repouso absoluto ao paciente, que deve beber líquidos em abundância. A melhor forma de prevenção da doença é eliminar o mosquito Aedes aegypti, por isso é fundamental reforçar as medidas de eliminação dos criadouros de mosquitos nas suas casas e na vizinhança.

mockup