A médica dermatologista Letícia Amstalden recebeu com alegria a notícia da gravidez, mas ficou surpresa quando descobriu que eram gêmeos. Mesmo assim, jamais passou pela cabeça interromper a atividade física que faz. Ao contrário, incentivada pela obstetra, adaptou alguns exercícios, trocando uns por outros com a ajuda de profissionais. E, assim, pretende treinar até o nascimento dos bebês, em janeiro de 2026, além de voltar tão logo tenha a liberação dos médicos.

“Se eu tinha uma certeza, é que seria uma grávida ativa, por mim e pelos bebês. Fazer atividade física nessa fase não é sobre estética ou manter a forma. É sobre saúde, bem-estar e preparo para viver um dos momentos mais intensos da vida com mais disposição e equilíbrio”, ressalta Amstalden. De acordo com ela, os benefícios vão muito além do corpo: melhoram o sono, o humor, a circulação e até ajudam na recuperação pós-parto.

Para esta fase da vida, a médica precisou adaptar alguns exercícios. “Precisei cessar a corrida, por ser uma gestação de alto risco, e exercícios físicos de impacto. Mas, no lugar, adicionei outras atividades como caminhada inclinada, escada, bicicleta, além da musculação”, comenta.

“Minha obstetra não só me autoriza, como me incentiva”, diz Amstalden. E após o nascimento das crianças, ela deve voltar logo aos treinos. “Assim que eu tiver a liberação dos profissionais que me acompanham. Acredito que ter 30 minutinhos, que sejam, no dia, para liberar endorfinas, aliviar a ansiedade e cuidar da saúde mental, que é tão importante quanto a física nessa fase, será fundamental.”

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Gestação mais confortável e segura

O personal trainer Silvio Prado acompanha os treinos de Amstalden. De acordo com ele, é fundamental manter-se em movimento, sempre com autorização dos médicos que acompanham a gestante.

“Em uma fase em que o corpo passa por adaptações intensas, manter-se ativa ajuda a preservar mobilidade, força e capacidade cardiorrespiratória, facilitando o dia a dia e contribuindo para uma gestação mais confortável e segura”, ressalta.

Prado também destaca diversos benefícios: melhora da postura, redução de dores lombares, controle saudável do ganho de peso, maior disposição, melhor circulação sanguínea e menor risco de diabetes gestacional.

Além disso, exercícios adequados ajudam no preparo do corpo para o parto e podem favorecer uma recuperação pós-parto mais rápida. “O foco é manter força, estabilidade e condicionamento, sempre respeitando limites individuais e evitando qualquer estímulo de impacto.”

Mais indicados

Por isso, conforme o especialista, entre os exercícios mais indicados, sempre com liberação médica, estão caminhadas, musculação leve a moderada com carga controlada, exercícios de mobilidade, pilates, alongamentos guiados, treino funcional adaptado e atividades aquáticas.

Já os que devem ser evitados são os de alto impacto, atividades com risco de queda, esportes de contato, exercícios que exigem prender a respiração, treinos extremamente intensos e movimentos que comprimam o abdômen. “Qualquer exercício que gere desconforto, dor ou falta de ar também deve ser interrompido imediatamente”, observa o especialista.

Já o retorno ao exercício varia conforme o tipo de parto e a evolução individual, por isso, sempre deve ser orientado pelo obstetra. De forma geral, após parto normal, muitas mulheres são liberadas entre 4 e 6 semanas; após cesárea, o período costuma ser maior, chegando a 8–12 semanas. “O retorno deve ser gradual, com foco em reabilitação do core, postura e mobilidade antes de retomar treinos mais intensos”, comenta Prado, fundador da Vibe Sport Concept Lab.

(Com informações da assessoria)

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