'Recomendo a cirurgia plástica só em último caso', esta é a afirmação do famoso cirurgião plástico e protagonizador do reality show ''Dr. Hollywood'', Robert Rey, questionado sobre quando ele considera que uma mulher deve recorrer a cirurgia plástica. Segundo o médico, a cirurgia tem se tornado a cada dia mais perigosa, devido à popularização do método e por isso, ele recomenda que as mulheres busquem outros métodos alternativos antes de optar pelo procedimento.
''Não queremos fazer cirurgia sem que haja realmente a necessidade pois, hoje em dia, as bactérias estão resistentes à antibióticos. Só faço cirurgia em último caso, em que não há mais outro tipo de correção'', explica o médico alertando que atualmente uma em cada 100 mil mulheres brasileiras morrem em decorrência de complicações de cirurgias de abdominoplastia.
''Queremos mostrar outras alternativas para as mulheres ao invés da cirurgia, porque ela pode ser fatal. Há sempre um risco. Por exemplo, uma em 14 mil mulheres pode morrer somente com a aplicação da anestesia, devido à alergia desencadeada por uma mutação de um gene'', afirma o médico, apoiando a fiscalização brasileira para a realização de cirurgias plásticas.
Segundo o cirurgião, pelo menos 90% das pacientes que chegam até ele são rejeitadas para a cirurgia por não preencherem os requisitos para realização. ''Com toda minha experiência, percebi que mulheres que não estão de bem com a vida não conseguem ficar belas nem mesmo com cirurgia. Ter hábitos saudáveis e levar a vida de forma leve é o que faz com que as mulheres sejam mais belas e não uma cirurgia plástica simplesmente'', completou.
Durante a entrevista, Rey enfatizou que as brasileiras são abençoadas geneticamente com suas curvas e formas e que praticamente não precisam de correções. ''Elas são bem diferentes das americanas. A miscigenação fez com que as mulheres absorvessem o que há de melhor de cada etnia. Elas têm os olhos e a pele dos europeus, o bumbum dos africanos e por aí vai'', ressaltou.
Apesar de o cirurgião plástico não ter confirmado durante a entrevista, a assessoria de Rey informou que o médico fatura por ano cerca de US$ 100 milhões (algo em torno de R$ 157 milhões) com cirurgias plásticas e com a venda de produtos licenciados como cápsulas para emagrecer, cintas modeladoras, shakes, entre outros itens. Para a consulta os clientes desembolsam pelo menos US$ 5 mil. (F.C)

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