Cirurgia de estimulação cerebral profunda auxilia no tratamento de Parkinson
Estimulador funciona como um "marcapasso" implantado no cérebro para controlar sintomas da doença; procedimento foi realizado pela 1ª vez no Hospital de Clínicas da UFPR
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Estimulador funciona como um "marcapasso" implantado no cérebro para controlar sintomas da doença; procedimento foi realizado pela 1ª vez no Hospital de Clínicas da UFPR

A primeira cirurgia de estimulação cerebral profunda no CHC-UFPR (Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná) foi realizada em 28 de setembro. O procedimento auxilia na manutenção da qualidade de vida em pacientes com Doença de Parkinson e contempla pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde).
A estimulação cerebral profunda (deep brain stimulation – DBS) é indicada para pacientes com Parkinson em uma fase específica da doença. “São pacientes que ainda respondem à medicação, mas já apresentam flutuações importantes ao longo do dia, movimentos involuntários ou tremor de difícil controle”, explica o neurocirurgião Leonardo Frizon, coordenador do ambulatório.
Ele acrescenta que a cirurgia não cura a doença, mas pode melhorar bastante os sintomas motores, reduzir a necessidade de medicamentos e trazer um ganho real de qualidade de vida e autonomia.
Conforme explica o neurocirurgião, o estimulador funciona como um "marcapasso" implantado no cérebro para controlar os sintomas da doença. Após a alta, o paciente retorna 30 dias depois do procedimento para que o aparelho possa ser ligado e os efeitos no paciente começam a ser avaliados.

Outros distúrbios do movimento
O ambulatório de Neurocirurgia Funcional do hospital da UFPR foi criado em julho de 2026 e atende pacientes referenciados internamente pelo Serviço de Neurologia. Conforme explica Leonardo Frizon, além da cirurgia de DBS em pacientes com Parkinson, também serão realizadas cirurgias para outros distúrbios do movimento, como distonias (contrações involuntárias) e tremor essencial.
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O serviço também pretende realizar o procedimento de rizotomia dorsal seletiva, procedimento minimamente invasivo voltado a pacientes com paralisia cerebral e espasticidade (rigidez involuntária). Estão previstos também alguns procedimentos e neurocirurgias para o tratamento da dor.
“Temos um grupo multidisciplinar, que inclui um neurologista, um neuropsicólogo e neurocirurgião, no qual nós discutimos cada um dos casos que são candidatos à cirurgia. É necessária a avaliação desses três profissionais para que o procedimento seja indicado”, completa o neurocirurgião.
A intenção do serviço é realizar uma cirurgia de estimulação cerebral profunda por mês, conforme houver pacientes aptos para realizar o procedimento.
O CHC-UFPR integra a Rede HU Brasil, que é responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.
(Com informações da Rede HU Brasil)






