''O Gregório (nome fictício) sempre foi diferente dos meus outros dois filhos. Era uma criança que necessitava de mais cuidados e à medida que ele crescia, se tornava extremamente resistente aos limites''. O relato é da mãe de um adolescente, hoje com 16 anos, diagnosticado com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Ela conta que sempre percebeu diferenças no filho, mas como passou por uma separação do marido quando o garoto tinha cinco anos, acreditava que o comportamento difícil era um reflexo desta situação.
As principais dificuldades de Gregório eram na escola e a mãe recebia sempre muitas reclamações do filho. ''Ele foi convidado a sair de cinco escolas da cidade. Passamos por instituições públicas e particulares e percebi que o sistema público sempre acolheu e teve mais paciência com meu filho'', conta.
Há quatro anos, Gregório começou a fazer terapia. ''A minha prioridade não era a escola, era o equilíbrio emocional e as relações sociais que ele estava construindo'', explica a mãe, que é psicóloga. Paralelamente à terapia, a mãe do adolescente buscou um neuropediatra, que com uma equipe multidisciplinar fez o diagnóstico. Atualmente Gregório continua fazendo terapia e toma remédios que ajudam a controlar a impulsividade.

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