A tecnologia e a medicina andam juntas para promover a saúde e desenvolver produtos que melhorem a qualidade de vida de pacientes com diversas doenças. No caso do diabetes, os avanços conquistados pelos laboratórios farmacêuticos auxiliam no controle da glicemia e na redução do apetite, além de atuar de diversas formas no organismo, podendo mudar paradigmas de tratamento.
O último Fórum Internacional de Diabetes, realizado pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e Federação Internacional de Diabetes (FID), em Foz do Iguaçu, apresentou diversas novidades no setor. Entre elas estão: medidor de glicemia que envia dados para o e-mail do médico, bomba de insulina que para de funcionar automaticamente após identificar hipoglicemia, medicamentos que possibilitam a perda da glicose pela urina, insulinas de longa ação e medicamentos que promovem uma digestão mais lenta, reduzem o apetite e controlam a glicemia ao mesmo tempo (veja mais nesta página).
Walter Minicucci, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, salienta que os novos medicamentos fazem a diferença. "Podem auxiliar no controle e, inclusive, mudar os paradigmas da doença. As novas insulinas dão condições de melhorar o tratamento e permitem que o paciente se safe da cegueira, amputação e insuficiência renal", destaca. Por conta de tanta novidade no mercado, ele destaca a importância da atualização constante dos médicos. "A evolução nesta área é muito rápida. Novos sistemas de monitoramento podem salvar a vida do paciente porque deixam o médico a par do que está acontecendo com ele", explica.
Apesar das novas tecnologias e das promessas de mudança radical na vida dos pacientes, Minicucci ressalta que é preciso consciência e conhecimento sobre a doença. Ele acredita que o controle do diabetes passa necessariamente pela educação das pessoas e pelo acesso dos pacientes à informação. "Não adianta o melhor remédio se a pessoa não aderir ao tratamento do jeito correto", destaca. Para ele, os cuidados com a dieta e o pé são primordiais. "É preciso melhorar o controle nutricional. O que você come é tão importante quanto a quantidade que você come", exemplifica.
As novidades no tratamento e controle do diabetes ainda não estão disponíveis aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O vice-presidente da SBD, Luiz Turatti, afirma que no Brasil existem cerca de 13 milhões de diabéticos e que para conter o aumento do número de casos da doença são necessárias políticas públicas direcionadas. "O cenário de diabetes no Brasil não deve mudar nos próximos anos. Falta atenção do governo, a medicação disponível na rede pública é falha. A gente faz o que a gente pode", desabafa. Conforme ele, a mudança dos números de diabetes no País depende de ações planejadas. "Tratar diabetes é igual fazer saneamento básico. O tratamento é a longo prazo. Tratar hoje é prevenir a amputação daqui a dez anos, os resultados demoram a aparecer", complementa Turatti.

A repórter viajou a convite da Sanofi

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