Antes de iniciar os estudos de projeciologia, em 2005, Maria de Lourdes Romano, 54 anos, sentia-se triste, desmotivada. De lá para cá, muita coisa mudou. Mais produtiva e feliz, a londrinense que precisou lidar com o diagnóstico de câncer da filha de 24 anos e logo depois com a morte da moça, atribui a mudança radical de sua vida por conta dos estudos da projeciologia e da conscienciologia. Seu primeiro contato com as ciências foi através da leitura do livro ''Autocura Através da Reconciliação'', da autora de Málu Balona. Desde então, ela passou a se observar diferente e conseguiu compreender seus 'conflitos' com muito mais tranquilidade.
''Eu queria entender todo esse processo. Não entendia porque tudo aquilo estava acontecendo na minha vida. São conceitos que te fazem observar e é difícil a gente explicar para outras pessoas porque são coisas que acontecem só com você. Sintomas de raiva, tristeza, tudo isso, você passa a trabalhar melhor na sua vida, passa a ter mais lucidez e então adquire uma outra visão do mundo'', comenta.
Acostumada a sempre ficar em casa e ser uma pessoa muito 'fechada', depois do contato com os estudos da consciência, Maria de Lourdes conseguiu acompanhar todo o tratamento da filha sem sofrimento. Segundo ela, a sua mudança afetou positivamente, inclusive, o processo da filha que foi interagindo com a mãe sobre seus últimos momentos de vida de maneira leve e compreensiva.
''Até para a minha filha na época, foi algo bom. Mesmo antes da morte dela, por muito tempo, me sentia sozinha, depressiva, não trabalhva, não participava do mundo. Então comecei a me aproximar das pessoas, voltei a trabalhar. Meu cérebro estava totalmente acomodado achando que eu não tinha condições alguma de fazer nada, havia uma espécie de um bloqueio e eu não conseguia nada. Me observando, aprendi que eu poderia voltar a trabalhar, a viver. Hoje sou uma pessoa muito mais feliz'', acrescenta. (F.B.)

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