A alegria de ter o primeiro filho foi suficiente para que Tassiana Camargo de Carvalho, de 28 anos, encarasse o mal-estar da gravidez como uma etapa natural. Ela acreditava que era necessário passar por tudo isso, mas com o tempo percebeu que, ao contrário de outras gestantes, passava a maior parte do dia com queimação, ânsia e vômitos.
"Cheguei no quarto mês ainda vomitando todos os dias e passando muito mal. Achava que o mal-estar era normal, mas chegou um momento em que os sintomas eram tão fortes que resolvi procurar minha médica", conta.
Durante a consulta, Tassiana descobriu que na verdade não precisava passar por tudo aquilo, pois seu caso era de hiperêmese gravídica leve. "Passei a tomar um antiemético sublingual e tudo melhorou no mesmo dia. Não sentia mais aquele desconforto. Foi ótimo", conta.
Com o tratamento, que incluiu também uma mudança alimentar, Tassiana voltou a se sentir mal no sétimo mês, mas dessa vez com uma forte dor abdominal. "Além da hiperêmese, descobri que estava com uma pedra na vesícula", revela.
A ginecologista e obstetra Vera Lucia Pedrão comenta que casos de colecistite litiásica concomitante com a gestação não são comuns, mas que os tratamentos evoluíram. "Hoje é possível submeter a paciente grávida a uma cirurgia por videolaparoscopia", afirma. Tassiana fez a cirurgia há cerca de dois meses, se recuperou muito bem e nos próximos dias terá a melhor de todas as notícias com o nascimento de seu filho Arthur. (M.O.)

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