Um estudo da Sanofi Pasteur encomendada para a GDK buscou desvendar a percepção da população em relação à vacinação contra a dengue. Os dados coletados se mostram contraditórios, pois 54% das 663 pessoas entre 15 e 27 anos entrevistadas disseram acreditar que tem poucas chances de contrair a doença.

Entretanto, 55% afirmaram conhecer pelo menos uma pessoa que teve a doença e 26% responderam que já teve dengue. O levantamento foi realizado em Paranaguá, Londrina, Foz do Iguaçu e Maringá.

Em Londrina e Maringá, 33% dos participantes conhecem pelo menos uma pessoa que contraiu a doença e 11% responderam já terem contraído. Mas o dado mais alarmante é que 70% disseram acreditar que tem poucas chances de ser infectada pelo mosquito.

Segundo Carla Magda Domingues, do Ministério da Saúde, há um imaginário popular de que vacina é coisa de criança. "Além disso, a população costuma só procurar as vacinas quando a mídia noticia que há pessoas morrendo. Um exemplo foi o que aconteceu com a vacina da Influenza no ano passado. Foi uma loucura atrás da vacina em todo o País", comenta.

Em Londrina, a cobertura geral até o dia 29 de março era de 22,9%, incluindo a primeira e segunda dose. Na primeira fase, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, foram 12.711 pessoas imunizadas no município (13,9%).

Nesta segunda etapa, dados da Coordenadoria de Imunizações da Secretaria de Saúde de Londrina revelam que até a data apenas 27.888 pessoas tomaram a vacina, sendo que a meta era imunizar 135 mil jovens.

Vale lembrar que aqueles que não tomaram a primeira dose em 2016, tiveram a oportunidade de se imunizar agora, nesta segunda fase. È com caso da vendedora Gabriela dos Santos, de 19 anos. Através de uma amiga, ela resolveu ir até um ponto de vacinação para tomar a primeira dose. "Não conheço ninguém que teve dengue, mas a gente ouve falar tanto que achei melhor me prevenir", diz. (M.O.)

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