Uma das doenças intestinais que merece atenção é o câncer colorretal. O médico gastroenterologista Roberto Menoli afirma que quando a pessoa não se sente satisfeita após ter ido ao banheiro é preciso investigar, pois este é um dos sintomas da doença, que é tratável e curável se diagnosticada precocemente. A última pesquisa realizada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) aponta que em 2014 são esperados 32 mil novos casos deste tipo de câncer no País. Na região sudeste do Brasil este é o segundo tipo de câncer mais frequente e na região sul o câncer colorretal é o terceiro mais comum. O presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, João Carlos Andreoli, afirma que este tipo de câncer é silencioso, assintomático, podendo ser diagnosticado precocemente pelo exame de sangue oculto nas fezes ou por colonoscopia.
De acordo com o médico, 60% dos casos deste tipo de câncer são registrados em países desenvolvidos e a incidência é de 1,4 homens para cada mulher diagnosticada com a doença. Andreoli afirma que as pessoas devem desconfiar da doença quando elas apresentarem anemia de origem indeterminada, quando tiverem suspeita de perda de sangue nas fezes, mudança no hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre) e desconforto abdominal com gases ou cólicas.
O que leva à formação de um tumor no colo e no reto é o aparecimento de algumas lesões elevadas chamadas de pólipos. O médico afirma que para diagnosticar precocemente o problema é recomendável que todas as pessoas com mais de 50 anos façam periodicamente o exame que identifica a presença de sangue oculto nas fezes. "Este exame pode ser pedido pelo médico durante os exames de rotina e diante de qualquer desconfiança é recomendável que se faça a colonoscopia, que é a melhor forma de identificar a doença", comenta.
As pessoas que possuem familiares de primeiro grau com câncer colorretal devem redobrar a atenção e iniciar os exames preventivos a partir dos 40 anos, pois de acordo com Andreoli, a doença tem uma forte característica genética e hereditária. "De modo geral a incidência da doença começa aos 50 anos e acelera a partir dos 60 anos", destaca. Conforme ele, tão importante quanto investigar é escolher um médico especialista para fazer a colonoscopia, caso ela seja indicada. (M.A.)

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