Campanha de atualização vacinal de crianças e adolescentes começa na segunda
Ação Nacional de Multivacinação é estratégica para reduzir o risco de reintrodução dos vírus e a circulação de doenças como influenza, sarampo e poliomielite
PUBLICAÇÃO
sábado, 01 de agosto de 2026
Ação Nacional de Multivacinação é estratégica para reduzir o risco de reintrodução dos vírus e a circulação de doenças como influenza, sarampo e poliomielite

A Campanha Nacional de Multivacinação 2026 começa nesta segunda-feira (3) e segue até 1º de setembro, com o objetivo de atualizar a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos. A ação promovida pelo Ministério da Saúde conta com o reforço da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).
No Paraná são mais de 1.800 salas de vacinação localizadas nos 399 municípios do Estado. A atualização da situação vacinal de crianças e adolescentes é estratégica para reduzir o risco de reintrodução dos vírus e a circulação de doenças como influenza, sarampo e poliomielite, considerando o cenário epidemiológico global e a necessidade de manutenção de elevadas coberturas vacinais no país.
Durante a campanha, os adultos também terão a oportunidade de atualizar a caderneta de vacinação, seja contra o sarampo, influenza ou outros imunizantes necessários para a proteção da saúde de todos.
Dentro do cronograma também irá acontecer, no dia 22 de agosto, o Dia D de Mobilização Social, que tem por objetivo o fortalecimento das coberturas vacinais e a ampliação do acesso às vacinas ofertadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para a prevenção de doenças imunopreveníveis e a manutenção da proteção coletiva da população.
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Alerta contra o sarampo
Mesmo sem registrar casos confirmados de sarampo, desde 2020, a Sesa mantém as ações de vigilância epidemiológica e reforça o alerta para a prevenção da doença, destacando que a vacinação é a principal medida de proteção, diante da ocorrência de casos esporádicos em outras regiões do País.
Dados da Secretaria apontam, em 2026, um total de 69 casos notificados como suspeitos de sarampo no Estado. Desses, 68 já foram descartados e um está em investigação.
A principal forma de transmissão do sarampo é pelo contato com secreções respiratórias expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Entre os principais sintomas estão febre alta, manchas avermelhadas na pele, tosse, coriza e conjuntivite.
Como não existe tratamento específico para a doença, a recomendação é que pessoas com sintomas procurem imediatamente uma unidade de saúde para avaliação, evitando contato com outras pessoas até o esclarecimento do diagnóstico.
O calendário regular é com a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.
Em jovens e adultos até 29 anos, o esquema vacinal contra o sarampo é de duas doses da tríplice viral. Em adultos entre 30 e 59 anos, o esquema recomendado é de uma dose. Trabalhadores de saúde, independente da idade, necessitam receber duas doses.
HPV
A vacinação contra o HPV (Papilomavírus Humano) também estará disponível para meninos e meninas entre 9 e 19 anos.

Reforço contra pólio
Nesta segunda-feira (3) também começa a ser oferecida a segunda dose de reforço da vacina contra a poliomielite para crianças de 4 anos. Com a atualização, o esquema vacinal contra a paralisia infantil passa a ser composto por cinco doses, todas aplicadas de forma injetável com a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), consolidando o fim definitivo da vacina oral, a tradicional gotinha.
Com o novo calendário divulgado, a Sesa destaca que a imunização primária do bebê continua sendo realizada em três doses: aos 2, 4 e 6 meses de idade. Já o primeiro reforço é aplicado aos 15 meses, e o segundo reforço passa a ser administrado aos 4 anos.
O objetivo principal do novo reforço é elevar os níveis de anticorpos e fortalecer a memória imunológica da criança antes do ingresso na rotina escolar.
A Sesa reforça que a vacinação é um pacto coletivo de proteção e que manter a imunização em dia é a garantia de que o Paraná permanecerá livre da poliomielite.
Padrão superior de segurança
A introdução da segunda dose de reforço é fruto de ampla discussão e alinhamento entre o Ministério da Saúde (MS), a Câmara Técnica Assessora em Imunizações (CTAI), a Sociedade Científica, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
A decisão acompanha as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e visa prolongar a resposta imunológica na primeira infância. A substituição global da Vacina Oral Poliomielite (VOP) pela Vacina Inativada Poliomielite (VIP), processo iniciado no Brasil em novembro de 2024, garante um padrão superior de segurança.
Enquanto a antiga gotinha era composta pelo vírus vivo atenuado (enfraquecido) e apresentava risco extremamente raro de mutação, a VIP utiliza o vírus inativado (morto). Dessa forma, a versão injetável assegura altíssima proteção imunológica sem qualquer possibilidade de causar a doença ou sofrer mutações.
Vírus circula em diversas regiões do mundo
Embora o Paraná e o Brasil não registrem casos de poliomielite há décadas, o vírus ainda circula em diversas regiões do mundo e, com isso, o risco de reintrodução da doença permanece real se as taxas de cobertura vacinal ficarem abaixo da meta recomendada de 95%.
A Sesa orienta que pais e responsáveis verifiquem a caderneta de vacinação das crianças. Caso alguma dose anterior tenha sido perdida, é fundamental procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para a atualização. A vacinação de resgate para doses em atraso é garantida para crianças de até 4 anos, 11 meses e 29 dias.
(Com informações da Agência Estadual de Notícias)





