Durante o mês de setembro, a Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim) desenvolve a campanha ''Prematuro Imunizado é Prematuro Protegido''. O objetivo do movimento é alertar e mobilizar pais e a classe médica sobre a importância da imunização adequada e as necessidades que o bebê prematuro possui durante os primeiros meses de vida. Em Curitiba, a Sbim realizou ações de conscientização junto ao Instituto Abrace, ONG formada por mães de prematuros. O período do ano é considerado crescente de sazonalidade dos vírus, principalmente o VSR.
Na década de 1990, a sobrevida do bebê prematuro era de 60%. Hoje, o cenário foi modificado e a expectativa de vida cresceu para 95%. O saldo positivo é resultado da evolução dos métodos de tratamento, tecnologia e mobilização preventiva que contribuíram para a sobrevivência do prematuro.
De acordo com a presidente do departamento de neonatologia da Sociedade de Pediatria do Paraná, Gislayne Souza Nieto, o número de prematuros vem crescendo nos últimos anos, como consequência do aumento de fertilizações. ''Com mais tecnologia e conhecimento na área da neonatologia nos últimos anos, a sobrevida de recém-nascidos prematuros aumentou muito e, com isso, grandes prematuros exigem cada vez mais cuidados após a alta hospitalar'', aponta.
Segundo ela, a imunização deve iniciar já na maternidade e os pais não precisam ter medo de vacinar um prematuro. ''Além das vacinas, o prematuro deve permanecer em ambiente arejado, sem contato com fumaça de cigarro, com os cuidadores e irmãos com calendário vacinal completo. É importante lavar sempre as mãos antes de tocar no prematuro e evitar contato com pessoas com doenças virais'', reforça.
VSR
O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) circula de março a agosto no Paraná e provoca um quadro de infecção respiratória que, para adultos ou crianças maiores, parece um resfriado ou gripe comum. Para prematuros ou crianças cardiopatas graves ou dependentes de oxigênio, a presença do vírus pode causar infecção grave de vias aéreas inferiores, levando a internamentos por dificuldade respiratória e, por vezes, complicações por pneumonia. Isto acontece porque o prematuro é imunodeprimido, tem menor calibre de suas vias respiratórias e, por isso, conta com maior risco de acúmulo de secreções.
''A prevenção se faz também por meio de imunização com um anticorpo que é aplicado com indicação médica em casos de prematuros extremos ou que usam oxigênio, principalmente, nos meses em que circula o vírus. O pediatra neonatologista está apto a indicar ou não esta profilaxia'', finaliza Gislayne.

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