Durante o mês de maio, os médicos alertam sobre os cuidados com a psoríase no inverno. Os dias frios pioram os sintomas da psoríase já que a pele fica mais seca e "escondida" do sol, que atua como um antiinflamatório para a doença. De causa desconhecida, a psoríase atinge cerca de 125 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo mais frequente em jovens adultos (antes dos 35 anos de idade). Nos casos leves as placas avermelhadas nem sempre são visíveis, mas nos casos moderados a graves ficam evidentes, o que causa constrangimentos dos portadores em se expor, principalmente em lugares públicos. Além disso, enfrentam o preconceito pela falta de informação sobre a doença, que não é contagiosa.
A psoríase afeta tanto homens quanto mulheres e acredita-se que a hereditariedade e predisposição genética podem exercer algum papel para seu surgimento – sendo que a gravidade da psoríase varia de pessoa para pessoa. A doença não tem cura, mas tem tratamento e controle. Cerca de 30% dos seus portadores podem desenvolver artrite psoriásica (que combina os sintomas de duas doenças incapacitantes, a artrite e a própria psoríase) e, em alguns casos, as feridas podem espalhar-se por toda a pele e unhas. Também em estágio moderado ou grave, a doença pode elevar o risco de infarto, de acidente vascular cerebral e de arritmias cardíacas.
O diagnóstico inclui a análise do tipo e da extensão da doença, assim como do histórico clínico do paciente. Cada forma de psoríase tem sinais que permitem que os dermatologistas visualmente identifiquem e determinem o seu tipo e o tratamento mais adequado. O tratamento pode incluir medicamentos de uso local, fototerapia ou medicamentos sistêmicos, como os biológicos, recomendados nos casos mais graves da doença. Os anticorpos monoclonais totalmente humanos são um tipo de medicamento biológico que bloqueia a ação de determinadas células e de processos químicos que contribuem para o desenvolvimento da doença.
Por ser uma doença que comumente também atrapalha questões emocionais e sociais de seus pacientes, o acompanhamento psicológico pode ser tão importante quanto o médico, de maneira a evitar impactos negativos em suas vidas sociais. A troca de experiências com outros pacientes é muito importante para quem se descobre com a doença e ainda se assusta com seus efeitos. O importante mesmo é saber se cuidar e controlar a psoríase, sendo que quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhor será a resposta ao tratamento.
Pensando neste viés, o site www.entendapsoriase.com.br oferece depoimentos em vídeo de pacientes que convivem com a doença e que conseguiram controlá-la, vivendo bem com o problema e recobrando a autoestima. Os depoimentos são úteis para que pacientes recentemente diagnosticados com psoríase ouçam outras experiências e saibam como é possível trabalhar em equipe com um dermatologista para ajudar a controlar a doença. O site ainda traz importantes informações de como obter ajuda, dicas de como melhorar o relacionamento com seu dermatologista, oferecendo conselhos de médicos, enfermeiros, psicólogos e de pessoas que vivem com psoríase.

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