A cavidade oral pode ser acometida por inúmeras doenças. E uma que é bastante conhecida entre a população é a cárie, doença crônica que afeta 88% dos brasileiros, de acordo com o Ministério da Saúde.
Outra a ser destacada é a doença periodontal, que é um conjunto de condições inflamatórias de origem bacteriana e caráter crônico. O problema pode começar na gengiva, atacar o sistema circulatório e promover o desenvolvimento de doenças em outros órgãos, como o coração.
Apesar de todas as doenças bucais serem alvo de medidas preventivas, o câncer de boca vem ganhando destaque entre campanhas educativas. Uma delas ocorreu esse mês em Londrina.
Sob o tema "Olhos e boca bem abertos", estudantes de Odontologia distribuíram folhetos com a orientação para o autoexame da boca. "Na fase inicial do câncer, não há dor relevante e, por isso, o diagnóstico costuma ser tardio. Nosso objetivo é justamente promover uma conscientização para que isso (diagnóstico) ocorra precocemente", explica o dentista Marcos Antonio do Amaral, coordenador do curso de Odontologia da Unopar.
A indicação do autoexame envolve lábios, bochecha e língua. A qualquer sinal de anormalidade é possível realizar exames na Clínica Odontológica Unopar, e diante de um resultado positivo é feito um encaminhamento para o Hospital do Câncer de Londrina.
O câncer de boca é mais comum em homens a partir dos 30 anos e ocupa o quinto lugar entre o tipo de neoplasia mais prevalente em relação ao sexo masculino. Por ano, entre homens e mulheres são cerca de 14 mil novos casos.
Falta de higiene bucal, etilismo, tabagismo, drogas e a radiação solar são os principais fatores de risco. "Poucas pessoas sabem, mas o lábio também precisa ser protegido com uso de filtro solar", afirma. (M.O.)

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