O neurocirugião pediátrico no HU, Alexandre Casagrande Canheu, explica o que é a RDS (rizotomia dorsal seletiva). Através de um pequeno corte, o cirurgião acessa as raízes nervosas (cauda equina) localizadas no final da medula (cone medular) e, com o monitoramento eletrofisiológico, consegue identificar em qual região o nervo está mais lesionado. "É como se o nervo sofresse um curto-circuito em uma escala que vai de 1 a 5. Ao identificar as raízes com maior 'dano', utilizamos um microscópio para dividi-las em oito e cortar metade disso, ou seja, 50%", comenta.

A técnica consiste então, em desconectar o nervo de forma ablativa, porque na criança com paralisia cerebral o excesso de informação motora não é filtrado pelo cérebro. "Isso faz com que os movimentos de braços e pernas deixem de ser harmônicos, finos e por isso há rigidez, o andar em tesoura", afirma.

Em alguns casos ainda pode haver comprometimento dos membros superiores. De acordo com o especialista, trabalhos científicos já revelaram que a rizotomia dorsal seletiva para membros inferiores, a médio prazo, também traz melhora dos membros superiores. (M.O.)

Imagem ilustrativa da imagem Benefícios também para os membros superiores
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