Banco de Leite do HU: três décadas amparando mães e bebês
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 19 de novembro de 2018
Micaela Orikasa <br> Reportagem Local 
Acolher mulheres com dificuldade para amamentar e fazer uma busca diária por doações de leite materno para suprir a necessidade de bebês prematuros de todas as UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) Neonatais de Londrina e Cornélio Procópio (Norte). Para o Banco de Leite Humano do HU (Hospital Universitário) de Londrina, fundado em 4 de novembro de 1988, chegar a três décadas realizando esse trabalho com excelência, a ponto de se tornar uma referência até fora do País, não foi e ainda não é uma tarefa fácil. Pois a atuação também inclui um controle de qualidade de todo o leite doado, antes dele ser distribuído aos hospitais, e a capacitação de profissionais de saúde em todo o Estado.

A FOLHA acompanhou o trabalho do BLH por alguns dias, desde o atendimento domiciliar até o momento dos bebês receberem o alimento em uma unidade neonatal. E a constatação é de que essa corrente de solidariedade só funciona quando há um esforço mútuo. A coordenadora do Banco de Leite Humano do HU há 20 anos, Márcia Maria Benevenuto de Oliveira, explica que do primeiro atendimento à mãe doadora até a chegada do leite para o bebê nos hospitais são aproximadamente 15 dias.
"O Banco precisa sempre ter um estoque suficiente para esse prazo (15 dias) para não termos que, em algum momento, decidir quem deixará de tomar o leite humano. Essa é uma angústia que surge especialmente no fim de ano, pois por vários motivos esse período costuma ser crítico para os estoques pela queda no número de doações", observa.
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