Integrante do Comitê da Dor, a enfermeira Juliana Doering, que realiza a avaliação com os pacientes, utiliza uma escala numérica (1 a 10) para saber a intensidade da dor, sendo o nível 10 considerado insuportável. Outro ponto a ser identificado é o tipo, como por exemplo, dor latejante ou contínua.
"Dessa forma conseguimos ajudar o paciente a reconhecer a dor que é algo muito individual e subjetiva. A partir dessa informação, fazemos uma avaliação juntamente com o médico e se necessário, é prescrita uma outra medicação", acrescenta.
A farmacêutica Cleidi Voltolini informa que após a entrevista com o paciente, caso ele ainda esteja reportando dor, o médico titular é comunicado, pois já tem um protocolo de tratamento definido. "Às vezes, é preciso entrar com outra droga para tratamento e com isso, os anestesiologistas passam a atuar em parceria", conta, ressaltando que a expectativa do Comitê "é usar a medicação adequada para a dor imediatamente no pós-operatório para que o paciente tenha um conforto muito grande durante o período de internação, o que pode ser também uma consequência para sua alta", conclui. (M.O.)

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