Aumentam casos da doença
Pouco conhecida no meio popular, a doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) tem uma prevalência alarmante em países industrializados e tem apresentado aumento significativo nos que estão em desenvolvimento, como o Brasil. A afirmação é da médica hepatologista do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), Luciana Onishi.
Sempre em Londrina onde atende alguns pacientes em sua clínica, a médica disse à FOLHA que a doença está diretamente relacionada ao aumento da prevalência da obesidade, diabetes melito (DM) do tipo II e síndrome metabólica. ''No Brasil, um estudo avaliou que a doença é geralmente assintomática, mais frequente em homens na faixa dos 50 anos e tem como principais fatores de risco a dislipidemia e obesidade'', explica.
A DHGNA é atualmente a doença hepática mais comum nos Estados Unidos, ultrapassando a hepatite C, hepatite B e cirrose de etiologia alcoólica. Segundo a médica, a patologia começa a se desenvolver com um acúmulo de gordura dentro das células do fígado. A cronicidade desse processo, segundo Luciana, é que o processo leva a uma inflamação e à formação de fibrose (cirrose).
''Como a maioria dos pacientes é assintomática, geralmente o diagnóstico é feito em exames de rotina. A ultrassonografia é um excelente método para identificar o acúmulo anormal de gordura no fígado. Apesar de muita pesquisa sobre o assunto, o melhor tratamento é a mudança nos hábitos de vida e tratamento dos fatores de risco. Não há medicação milagrosa que diminua a gordura do fígado, sem que o paciente mude os hábitos de vida'', finaliza. (F.B.)




