Imagem ilustrativa da imagem Atenção redobrada com a conjuntivite



Dores de cabeça, desinteresse pela leitura, olhos vermelhos e lacrimejantes no fim do dia e aproximação exagerada de equipamentos eletrônicos podem ser sinais de que algo não vai bem com a saúde dos olhos. O oftalmologista Luiz Fernando Cavalieri diz que, mesmo sem sintomas evidentes de problemas de visão, os pais devem levar os filhos para consultas de rotina ao especialista. Quando muito pequenas, ainda que na escola, as crianças têm acesso a atividades mais lúdicas, não precisam olhar o quadro, por exemplo, e isso torna mais difícil o diagnóstico de doenças nos olhos.

Cavalieri diz que estudos recentes têm recomendado restringir ao máximo o uso de aparelhos eletrônicos, como celulares e tablets, por crianças. O ideal é que o tempo de uso não ultrapasse duas horas diárias não seguidas. "Um estudo realizado em Cingapura identificou que cerca de 80% dos jovens entre 12 e 14 anos estão míopes e a causa é o uso excessivo desses equipamentos", afirma. A miopia, segundo o oftalmologista, é um distúrbio que provoca dificuldade de enxergar de longe. Mas as doenças mais comuns na infância ainda são a hipermetropia e o astigmatismo. A primeira ocorre quando a criança enxerga mal de perto, e a segunda causa o desfoque de objetos tanto de perto como de longe.

"Os graus menores não provocam tanta dificuldade visual. Com pouco astigmatismo, a criança consegue enxergar bem, mas isso gera um grande esforço ocular e, consequentemente, cansaço e dor de cabeça", explica o médico. A boa notícia é que, feito o diagnóstico, o tratamento é simples. O oftalmologista avalia a necessidade de correção e prescreve as lentes. Com o passar dos anos, em alguns casos, a doença pode regredir e o paciente deixar de usar óculos. Em outros, porém, a tendência é que os graus aumentem na medida em que a criança cresce.

CONJUNTIVITE

O retorno à escola neste verão exige atenção redobrada dos pais com relação a uma doença muito típica da estação, a conjuntivite. Epidêmica e viral, a inflamação na membrana externa do globo ocular causa a produção de secreções e bastante desconforto. "Os pais não devem mandar os filhos para a escola quando houver a suspeita da doença", alerta o oftalmologista Luiz Fernando Cavalieri. O índice de contaminação é altíssimo. Na maioria das vezes, o problema é curado entre 7 a 10 dias, mas há casos graves que podem durar até 20 dias e deixar sequelas.

O médico afirma que mesmo que a inflamação parecer leve é necessário manter os filhos em casa. A melhor maneira de cortar o ciclo de transmissão e controlar a doença é evitar o contato com pessoas contaminadas com o vírus. Para prevenir que a conjuntivite se espalhe em casa recomenda-se não compartilhar objetos que entrem em contato com os olhos, como maquiagem e toalha de rosto, e lavar regularmente as mãos. (A.S.)

mockup