Hoje, a psicologia do esporte ainda está muito atrelada ao trabalho com atletas de alto rendimento, até porque ainda é uma área relativamente nova. No Brasil, as primeiras referências a esse trabalho datam da década de 1950. Mas a psicóloga Priscila Sakuma garante que a atuação desse profissional pode ser muito mais ampla. "A psicologia do esporte tem muito a oferecer, por exemplo, a atletas amadores, idosos, crianças, pessoas com necessidades especiais", afirma.
A atuação do psicólogo do esporte pode se dar nas práticas de tempo livre de pessoas que têm na atividade física uma forma de manutenção da saúde e do bem-estar; no esporte escolar, mediando a relação das crianças com o ambiente escolar, nos mais variados graus; na iniciação esportiva de crianças e jovens envolvidas em atividades esportivas, pedagógicas e competitivas; na reabilitação de atletas e praticantes de esportes, idosos, obesos, doentes cardíacos, pessoas com necessidades; e por fim nos projetos sociais que têm o esporte como meio de educação e socialização de crianças e jovens de comunidades carentes.
Priscila destaca ainda que o trabalho desenvolvido pelo psicólogo do esporte é diferente do atendimento psicológico clínico. O profissional que se especializa em esporte tem o olhar voltado para o contexto esportivo, ou seja, ele trabalha todas as variáveis que estão próximas ao esportista e que podem afetar seu rendimento ou mesmo sua relação com o esporte, sem desprezar seu bem-estar. (J.G.)

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