Atenção especial com crianças e adolescentes
No ano passado, 53% dos casos de DMI diagnosticados em crianças com menos de cinco anos foram causados pelo meningococo B, de acordo com o Ministério da Saúde (MS). "Hoje mais da metade dos casos em menores de 5 anos são causados pelo tipo B. Portanto, pensar em ampliar a proteção abrangendo mais tipos de meningite além do C, é sempre vantajoso", salienta o pediatra Renato Kfouri.
Ele lembra que nem todo o mundo que tem o contato com os agentes (vírus e bactérias) desenvolve a doença, porém, as crianças e adolescentes são mais suscetíveis. Segundo o farmacêutico Lorenzato, isso se justifica porque em crianças, em especial no primeiro ano de vida, o sistema imunológico é imaturo.
"Já os adolescentes se expõem mais, seja em baladas ou mesmo com trocas de beijos, por exemplo. Eles não só podem desenvolver a doença, mas serem transmissores em casa", diz. O período de incubação é curto, de dois a dez dias, e a transmissão ocorre por meio de secreção respiratória (saliva, espirro, tosse, beijo ou até mesmo beber concomitantemente no mesmo copo que outra pessoa ou utilizar os mesmos talheres).
Além da imunização para prevenção, Kfouri deixa claro a importância do aleitamento materno, assim como evitar que a criança frequente berçários ou creches muito precocemente, evitar exposição ao tabaco, aglomerações e contato com crianças doentes. "Tudo isso vale para qualquer doença infecciosa", conclui. (M.O.)




