Associação atende pessoas de todo o País
Durante os 45 dias em que precisou ficar em Curitiba, incluindo pré e pós operatórios, o baiano Antônio Justino Souza de Sales se hospedou na Associação Paranaense dos Hemofílicos (APH), instituição filantrópica que desde 1974 oferece apoio aos pacientes.
A entidade recebe em torno de 25 a 30 pessoas de outros Estados por mês, em uma sede própria, no bairro Pilarzinho, com 800 m2 de área construída e 16 leitos. Segundo o presidente Anderson Silveira, a APH sobrevive basicamente de doações e da realização de procedimentos remunerados pelo SUS, como acompanhamento psicológico, reposição de fator de coagulação e fisioterapia.
"A associação do Paraná é referência porque o doutor Luciano (Pacheco, ortopedista) atende no HC, então todo o pessoal que vem de fora fica aqui. A gente tem em torno de 700 hemofílicos cadastrados, mas agora está com hóspedes da Bahia e de Belo Horizonte. Eles vêm e ficam de 20 a 45 dias hospedados, sem custo nenhum", diz.
Paciente da Fundação Hemoba, em Salvador, Justino conta que a médica responsável pelo ambulatório o encaminhou para a capital paranaense, através de assistente social. "Ela agilizou direitinho, ligou para a associação e aí reservou uma vaga e me enviou para o tratamento fora do domicílio. Aguardei dois anos. Mas isso para liberar o CNRAC [Central Nacional de Regulação de Alta Complexidade, que cadastra e agenda os usuários para a realização de procedimentos mais complexos]", explica.
Os resultados da operação, realizada em 2010, inspiraram o irmão do técnico em contabilidade, também hemofílico, a percorrer o mesmo caminho. "Ele tem 66 anos, quatro filhos e três netos. Observando a minha melhora, a minha segurança, a minha autoestima, resolveu fazer também. Agora espera o mesmo resultado que deu para mim", conta o baiano.
Quem tiver interesse em fazer doações ou mesmo conhecer o trabalho da APH, pode entrar em contato pelo telefone (41) 3328-3993. (M.F.R.)




