O comerciante argentino aposentado Manoel Felix Barabino, 73 anos, é uma excessão entre os pacientes de hipertensão pulmonar. Durante um exame de rotina para avaliar a hipertensão arterial, ele descobriu que estava com a pressão da artéria pulmonar alterada. ''Eu nem sabia que existia hipertensão pulmonar, não tenho nenhum sintoma, mas minha mulher ficou preocupada e começou a pesquisar a doença'', explica.
A doença de Manoel foi descoberta em setembro de 2012 e está bem no começo, por isso os médicos indicaram que seja feito apenas o acompanhamento. ''Por enquanto ele é assintomático e não vai precisar tomar remédios, ele vai fazer os exames complementares que foram recomendados pelo médico'', explica a esposa, a professora Thaís Varela.
Manoel é uma pessoa de bem com a vida, que sempre gostou de praticar esportes. Os médicos consultados afirmaram que ele pode continuar fazendo exercícios mas sem exagerar e recomendaram que os exames de controle sejam repetidos a cada seis meses.
O casal agora enfrenta um dilema. Na Argentina, Manoel tem direito a um atendimento completo de saúde, concedido pelo governo aos cidadãos do país, mas a cidade em que a família dele mora fica a 1200 metros de altitude e a pressão do ar prejudica a qualidade de vida dele. ''Os médicos recomendaram que nós morássemos novamente na praia, mas este não era o nosso plano agora'', afirma Manoel. Atualmente morando em Londrina, o casal decide onde vai fixar moradia nos próximos meses.
Para Manoel, o diagnóstico da hipertensão arterial não mudou em nada a sua vida. ''Não sinto nada e sempre procurei ter uma vida saudável. Vou continuar assim'', finaliza. (M.A.)

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