Arritmias atingem 20 milhões de pessoas
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domingo, 29 de julho de 2018
Reportagem Local 
As arritmias cardíacas atingem cerca de 20 milhões de pessoas e são responsáveis por mais de 320 mil mortes súbitas todos os anos no Brasil. Os dados são da Sobrac (Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas). Cardiologista especialista na enfermidade, Gustavo Reis, de Londrina, explica que as arritmias cardíacas são alterações elétricas que provocam irregularidade nas batidas do coração. "Elas interferem no ritmo dos batimentos cardíacos. Existem inúmeras arritmias, desde as mais simples, que não oferecem risco para o paciente, e outras que são mais complexas que podem trazer risco de vida. Cada caso precisa ser avaliado de forma individualizada para saber a melhor forma de tratamento", relata.
De acordo com o médico, a medicina evoluiu muito nesta área, tanto no diagnóstico como tratamento. Exemplos são a implantação do monitor de eventos com transmissão remota e o cardiodesfibrilador subcutâneo. "O primeiro cardiodesfibrilador colocado no Brasil foi em 2016 em São Paulo e agora fizemos o primeiro no Paraná. Já o implante de monitor de eventos foi colocado em três pacientes aqui em Londrina por nossa equipe", aponta o cardiologista, da equipe do Hospital Araucária.
Ele acrescenta que o monitor de eventos tem por função diagnosticar se há alguma arritmia no coração de pacientes que sofrem com síncopes (desmaios) constantes e não tem diagnóstico definido. "É um dispositivo com dimensões semelhantes a um pendrive, que é colocado debaixo da pele, um implante subcutâneo. O aparelho é capaz de registrar a atividade elétrica do coração por um período de três a quatro anos. Caso o paciente apresente alguma alteração do ritmo cardíaco, ela é enviada de forma remota e em tempo real para o médico assistente. O monitor de eventos permite um diagnóstico rápido e preciso de inúmeras arritmias cardíacas, principalmente aquelas capazes de levar à perda de consciência", relata.
Com relação ao cardiodesfibrilador subcutâneo, o especialista cita que "esta técnica tem por objetivo proteger o paciente com risco de arritmias cardíacas fatais com o diferencial de não utilizar eletrodo dentro do sistema venoso e das cavidades cardíacas".
Ele aponta quem ambos os procedimentos apresentam indicações criteriosas e específicas. "O cardiologista deve ser consultado para esclarecimentos com relação às técnicas e suas indicações", reforça.
Esses avanços são importantes e podem evitar a morte súbita por arritmia. A doença nem sempre apresenta sintomas, o que dificulta o diagnóstico e a suspeita de que haja uma arritmia.

