ARRITMIA CARDÍACA - Técnica registra alta taxa de cura
PUBLICAÇÃO
domingo, 07 de abril de 2013
Michelle Aligleri <br> <br> Reportagem Local 
De modo geral, as arritmias cardíacas estão relacionadas à redução da qualidade de vida e até mesmo ao risco de morte do paciente. Os tratamentos para o problema podem ser medicamentosos ou microcirurgicos. Quando a causa da arritmia está localizada no ventrículo do coração, um dos procedimentos mais adequados é a ablação, ou seja a cauterização da região que está provocando a conexão elétrica inadequada. O médico cardiologista eletrofisiologista Marcio Ortiz explica que as arritmias são provocadas por conexões elétricas a mais no coração. ''Quando essas conexões aparecem onde não deveriam, elas desregulam os batimentos cardíacos'', explica.
Algumas arritmias são provocadas por apenas um foco dessas conexões no coração. Neste caso o procedimento de ablação atinge um resultado de até 97% de cura. A Fibrilação Atrial, responsável pela maioria dos casos de arritmia, acontece quando há muitas destas conexões ''extras'' no coração e também pode ser tratada desta forma. No entanto, o procedimento é mais complexo. ''As complicações durante este tipo de procedimento são consideradas raras e a taxa de sucesso, mesmo no caso da Fibrilação Atrial, é alta, entre 70% e 80%'', destaca Ortiz.
A ablação é feita por meio de um cateter, introduzido pela virilha do paciente e levado até o coração. O equipamento utiliza ondas de radiofrequência - que produzem calor - para cauterizar os ''fios elétricos'' a mais que provocam a arritmia. ''O objetivo do tratamento é bloquear a saída de impulsos elétricos extras do coração'', afirma o eletrofisiologista. Conforme ele, a técnica já é bem difundida pelas sociedades brasileiras de Cardiologia e de Arritmia. No entanto, é fundamental que o profissional tenha experiência neste tipo de cauterização para um bom resultado.
O grande benefício é a melhora na qualidade de vida do paciente, que passa a ter uma vida normal quando o procedimento é finalizado com sucesso. ''A pessoa pode voltar a fazer atividade física e a maioria deixa até a medicação de lado'', ressalta.

