O modelo do aparelho escolhido para aquecer o ambiente determina quais são os possíveis riscos oferecidos à saúde. ''Vejo mais problemas nos que usam a resistência para aquecer'', observa o pneumologista Roberto Stirbulov, que preside a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). ''Geralmente, os modelos mais antigos são os que usam o sistema de resistência.''
Mas há aparelhos modernos que também funcionam à base de resistência - eles costumam, inclusive, ter um preço mais atraente. O problema é que, além
de ressecarem mais o ambiente, esses equipamentos também acumulam mais sujeira, além de representar um risco alto para a segurança das crianças mais novas. ''As resistências que provocam o calor podem queimar desatentos e também crianças curiosas'', avisa a médica Eliane Alfani, pediatra e pneumologista infantil do Hospital São Luiz.
Modelos movidos a óleo e que funcionam em conjunto com umidificadores de ar são os mais indicados pelos especialistas consultados pela reportagem. ''Nesses modelos, dificilmente a umidade é tão seriamente afetada. E quando o aparelho tem umidificador, ele evita esse ressecamento'', explica o professor de pneumologia Clystenes Odyr Soares Silva, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). (F.O.)

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