'Aprendi a gostar de coisas mais naturais'
Na casa da atendente de telemarketing Percília Marques Sereno, de 27 anos, o diabetes é um assunto de certa forma "familiar". Isso porque a avó, o pai e o tio são diabéticos, mas ela nunca imaginou ter que mudar completamente os hábitos, ainda tão jovem.
"Estava fazendo um exame de rotina quando o médico me disse que estava pré-diabética. No mesmo dia já tive que mudar a alimentação e começar a pensar em me cuidar melhor", comenta, ao lembrar que foi uma notícia assustadora.
Para Percília, que comia pelo menos um pedaço de chocolate todos os dias, a solução foi cortar o hábito de uma vez só. "Faz três meses que deixei de comer doce e apesar de ter sido bem difícil no começo, hoje não sinto toda aquela vontade", diz.
Outro obstáculo para ela é passar os fins de semana sem lanche e pizza. "Eu comia pelo menos uma vez no sábado ou no domingo. Acho que foi a parte mais sofrida. Até hoje tenho vontade, mas estou disposta a cuidar da minha saúde e sei que isso não vai me fazer bem", acrescenta.
No dia a dia, a geladeira passou a manter alimentos que antes não eram tão bem-vindos, como por exemplo, verduras, legumes e frutas. "Também passei a incluir aveia em frutas e aprendi a gostar de coisas mais naturais, como pão e bolacha integral. Quanto às farinhas e castanhas, ainda estou tentando me adaptar porque são sabores novos para mim", afirma.
Outra mudança que vem fazendo grande diferença para Percília são as bebidas. Por recomendação médica, ela parou de ingerir refrigerantes e sucos industrializados, dando espaço para os naturais. "O apoio do meu marido é fundamental. Na minha frente ele não come coisas que não me fazem bem, justamente para não me deixar com vontade. Mas o mais importante disso tudo é que estamos nos alimentando melhor", comemora. (M.O.)




