Aprenda a ler tabela nutricional
O primeiro item que deve ser observada no rótulo dos alimentos é o tamanho da porção calculada. A farmacêutica e professora da Unopar, Rejane Dias Neves de Souza, explica que esta porção é estipulada de acordo com a quantidade daquele produto recomendada para o consumo diário baseando-se numa alimentação de 2 mil calorias. A tabela nutricional deve conter o valor energético, carboidratos, proteínas, gorduras (totais, saturadas e trans), fibra alimentar e a quantidade de sódio do produto. "Na tabela nutricional é importante observar a quantidade de gorduras especialmente as trans e saturadas e a quantidade de sódio", ensina.
Ela destaca que considera a lista de ingredientes mais importante do que a informação nutricional, por isto recomenda que os consumidores leiam com atenção esta parte do rótulo. A lista de ingredientes descrita nos rótulos é organizada em ordem decrescente, ou seja, o primeiro alimento citado é aquele que está em maior quantidade no produto e o último em menor. Conforme Rejane, toda atenção é necessária, já que alguns produtos podem surpreender pela sua composição. "Alguns achocolatados, biscoitos e bolos prontos têm em sua massa mais açúcar do que farinha e há alimentos rotulados como integrais em que o primeiro ingrediente descrito é a farinha de trigo branca", destaca a farmacêutica.
Diante da lista de ingredientes, ela destaca que é importante perceber se o alimento em questão apresenta gordura vegetal hidrogenada. "Esta gordura está relacionada ao aumento do colesterol e ao depósito de gordura abdominal, que interfere no surgimento de diversas doenças". Ela frisa que é mais adequado dar preferência aos alimentos que são produzidos com óleos vegetais ao invés da gordura vegetal.
Para aqueles que evitam consumir alimentos transgênicos, a legislação dá uma "mãozinha". Uma lei obriga que produtos desta natureza sejam identificados por com um triângulo amarelo com um T na frente da embalagem. A resistência de algumas pessoas em consumir este tipo de produto se deve à falta de estudos que comprovem o efeito inofensivo dos transgênicos ao organismo. (M.A.)




