A tecnologia aplicada na cápsula endoscópica impressiona pacientes e médicos. Para o bancário aposentado Orlando Giuseppetti, 58 anos, a novidade possibilitou a descoberta de um câncer (adenocarcinoma) em estágio inicial no intestino delgado. Ele conta que no ano de 2005 sentiu-se mal e começou a perder sangue. A causa do problema não foi identificada mesmo após a realização de endoscopia e colonoscopia. ''Fiquei sabendo que em um hospital de São Paulo era possível fazer o exame da cápsula. Fui para lá, fiz e descobri que tinha uma lesão no intestino delgado'', disse. O aposentado lembra que no início achou estranho engolir uma cápsula com uma câmera, ''mas no final é como se fosse um comprimido grande''.
O aposentado se considera salvo graças ao exame. ''Após o diagnóstico eu voltei para Londrina onde fiz a cirurgia'', explicou. Depois do susto, engolir a cápsula endoscópica se tornou rotina na vida de Giuseppetti, uma vez por ano ele faz o exame para ter certeza que o problema não está voltando. Endoscopia e colonoscopia são realizadas a cada seis meses. ''Estou tranquilo, esta tecnologia me dá esta segurança. Quero viver um pouco mais''. (M.A.)

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