Após cirurgia bem-sucedida, Isabelly Vitoria voltará para casa em um mês
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Auber Silva - Redação Bonde 
Após meses de luta na Justiça e problemas na entrega do marca-passo diafragmático, finalmente a menina Isabelly Vitoria Pardim de Deus Mello, de um ano e cinco meses, passou pela cirurgia de implante do aparelho. O procedimento foi realizado com sucesso na tarde desta quarta-feira (25), das 12h às 15h, no centro cirúgico do Hospital das Clínicas de Curitiba (HC).
De acordo com o pai da menina, Wagner Roberto Mello, o sucesso da operação marca o "renascimento" da criança. "Para nós é um alívio, uma alegria muito grande. Pra mim é como se tivesse nascido mais uma filha", comemora.
Isabelly Vitoria passará mais um mês no HC para se recuperar da cirurgia e testar o funcionamento do aparelho. Depois deste período, o marca-passo diafragmático será ligado em definitivo e a menina poderá retornar com a família para Rolândia, onde residem.
Relembre o caso
Isabelly nasceu em Rolândia com uma lesão em um dos pulmões que a impede de respirar normalmente, precisando continuamente da ajuda de aparelhos ou então da implantação do marca-passo em seu diafragma.
Em dezembro de 2013, a criança foi internada no Hospital Infantil de Londrina com uma doença grave que impossibilitava a produção de anticorpos e mecanismos de defesa contra outras patologias. Em junho de 2014, a família conseguiu uma decisão judicial para transferi-la ao Hospital das Clínicas de Curitiba (HC), onde recebeu a medula da mãe e apresentou uma considerável recuperação.
O marca-passo custa cerca de R$ 500 mil e precisou ser solicitado pela Justiça diversas vezes até que a Secretaria Estadual de Saúde confirmou sua compra pelo Governo do Paraná. O aparelho deveria ter sido entregue no dia 26 de janeiro, mas um erro logístico da empresa norte-americana responsável pela comercialização do marcapasso fez ele ser enviado a Buenos Aires, capital da Argentina.
Em novembro do ano passado, a 2ª Vara da Fazenda Pública de Londrina já havia determinado, por meio de liminar, a compra do marca-passo diafragmático pelo Governo do Estado. O prazo venceu no dia 12 de dezembro, sem ser cumprido pelo poder público, e levou a novos capítulos na Justiça.

