O controle da artrite reumatoide (AR) significa diminuir a atividade da doença, prevenir danos irreversíveis na articulações, aliviar a dor e melhorar a qualidade de vida do paciente. Um grande desafio para a medicina, que ao longo de décadas, vem desenvolvendo pesquisas para descobrir novos medicamentos.
Atualmente, são basicamente prescritos os remédios que agem regulando a autoimunidade exagerada. São os chamados DMARDs (medicamentos modificadores do curso da doença) que podem ser sintéticos ou fabricados por biotecnologia (biológicos).
Segundo a reumatologista Rina Giorgi, membro da Comissão de Artrite Reumatoide da Sociedade Brasileira de Reumatologia, os fármacos metotrexato e leflunomida são padrão ouro de tratamento. "Estão disponíveis no Sistema Único de Saúde e cerca de 30% dos pacientes respondem bem aos medicamentos", enfatiza.
Porém, uma nova classe de medicamentos foi aprovada pela Anvisa, direcionada para adultos com artrite reumatoide de moderada a grave. O citrato de tofacitinibe (Xeljanz) é um remédio via oral, desenvolvido pela Pfizer nos Estados Unidos.
Por meio de um mecanismo que age dentro das células, ele inibe a proteína chamada janus quinase (JAK), que tem papel importante nos processos inflamatórios. Esse medicamento é indicado para uma parcela de pacientes (30%) que apresentam intolerância ou não respondem adequadamente às terapias com outros DMARDs.
Para ser aprovado, o citrato de tofacitinibe passou por pesquisa clínica envolvendo 5.700 pacientes de 40 países. Ainda de acordo com Rina, entrando em remissão, o paciente deve complementar o tratamento com exercícios físicos, ou mesmo fisioterapia e, claro, adotando hábitos saudáveis.
A nova droga deve começar a ser comercializada nesta semana com um custo aproximado de R$ 3.450 com 60 comprimidos, ou seja, para o tratamento de um mês. Eurico Correia, diretor médico da Pfizer Brasil explica que já há uma inclinação para negociar que o medicamento seja incluído no programa do governo federal ou mesmo na saúde suplementar. (M.O.)

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