Aneurisma da aorta abdominal tem alto risco de morte
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Fernanda Borges <br> Reportagem Local 
Silencioso e sem apresentar sintomas, o aneurisma da aorta abdominal (AAA) pode matar. Detectada na maioria das vezes por acaso durante exames de rotina, estima-se que a doença atinja cerca de 5% da população mundial acima de 65 anos. Apesar de haver predisposição genética, quanto mais a pessoa evitar hábitos que contribuam com seus fatores de risco, menos chance terá de desenvolver a doença. Isso inclui evitar alguns dos principais vilões da saúde humana como o tabagismo, a hipertensão e o colesterol alto, que podem causar a aterosclerose.
O médico angiologista e cirurgião vascular José Manoel Silvestre explica que a doença acontece quando a aorta, principal artéria do corpo humano, se dilata na região do abdômen causando o enfraquecimento das paredes arteriais. Segundo ele, exames simples de imagem, como o ultrassom, podem identificar o aneurisma ainda no início.
''É uma doença do idoso, da terceira idade, em jovens é mais raro acontecer. É bastante comum em homens acima de 65 anos. Sabemos que o aneurisma cerebral é mais difundido pela gravidade de sua manifestação, mas o aneurisma da aorta abdominal é muito mais frequente'', diz.
Quando o aneurisma é considerado pequeno, a opção terapêutica deve ser o acompanhamento e a eliminação de qualquer fator de risco. Porém, se a aorta abdominal apresentar uma dilatação que indique risco de ruptura, o tratamento é cirúrgico.
Silvestre explica que existem dois métodos disponíveis. Um deles é a cirurgia convencional, que consiste em um corte extenso que dá acesso à cavidade abdominal para a substituição da parte danificada da artéria. O outro é a técnica endovascular, um procedimento menos invasivo que visa implantar uma endoprótese para desviar o fluxo sanguíneo e assim proteger a parede fraca da aorta abdominal, impedindo que ela se rompa.
Segundo o médico, para a inserção desta endoprótese, são feitos pequenos cortes por onde são introduzidos os cateteres que levam o dispositivo até a área comprometida da artéria. ''É uma cirurgia segura que proporciona ao paciente a recuperação mais rápida. Ele permanece menos tempo internado e o risco de complicações pós-cirúrgicas é menor. O procedimento é indicado principalmente para pacientes com alto risco cirúrgico'', destaca.
Fatal
Quando um aneurisma se rompe, o primeiro sintoma é uma dor extremamente aguda na região das costas. A hemorragia interna pode fazer com que a pessoa entre rapidamente em choque, além de a ruptura do aneurisma abdominal ser, geralmente, mortal.
''O aneurisma íntegro, aquele que é tratado antes de romper, tem uma taxa de mortalidade de aproximadamente 5%. Já o aneurisma que já se rompeu conta com uma taxa de mortalidade acima de 90%'', esclarece Silvestre.

