Ambulatório atende casos de pé torto congênito
Atuando desde 2010 para divulgar o método de Ponseti como tratamento do pé torto congênito menos invasivo, menos doloroso e com melhores resultados, a Associação Primeiro Passo também trabalha para promover capacitações com grupos de médicos de diferentes estados. "A luta da entidade ainda envolve a implantação do tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS), pois não é disponibilizado em todas as localidades", segundo Sabrina T. Onhideni Galassi, membro da diretoria.
Em Londrina, Felipe Machado, assessor técnico da Diretoria de Regulação da Atenção à Saúde (Dras) da Secretaria Municipal de Saúde, comenta que o ambulatório de Ortopedia Infantil dentro do Hospital Infantil de Londrina, foi reaberto este ano para atender também situações de pé torto congênito.
"Havia atendimentos nessa área, mas não de forma institucionalizada. Agora, a unidade conta com um especialista no sistema público. A criança é avaliada pelo pediatra nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e, se necessário, é encaminhada para o ambulatório", afirma.
No ambulatório, o tratamento é baseado na técnica de Ponseti e há uma reserva de órteses contempladas dentro do SUS. Ainda de acordo com Machado, cerca de 170 crianças estão em fila no município com diagnóstico de pé torto congênito, representando 30% do total de pacientes no segmento de ortopedia infantil.
"Todas estão sendo avaliadas e direcionadas para tratamento, de acordo com a prioridade. Quando se trata de neonatos, há uma prioridade em decorrência da agilidade que o tratamento requer", completa Machado, ressaltando que os pais de bebês com o pé torto congênito devem buscar atendimento inicial na UBS mais próxima. (M.O.)




