São Paulo - A Covidien, empresa global na área de produtos de saúde, inaugurou na última semana, na zona sul de São Paulo, o primeiro Centro Covidien de Inovação (CCI) da América Latina. O novo centro, que tem área de 3 mil metros quadrados, ocupando dois andares de um prédio de alto padrão na região da Ponte Estaiada, recebeu investimentos de US$ 25 milhões. O objetivo é capacitar médicos e outros profissionais de saúde no que há de mais moderno em tecnologia hospitalar, além de desenvolver pesquisas, com foco principalmente nas áreas de cirurgia vascular e respiratória.

A empresa espera disponibilizar de forma gratuita 120 cursos e treinar 2 mil profissionais por ano. A estrutura conta com quatro laboratórios que simulam situações reais em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), centro cirúrgico e outros setores encontrados em um hospital. "A Covidien busca preencher uma lacuna que existe no treinamento de profissionais de saúde. Toda vez que lançamos novas tecnologias, há uma curva de aprendizagem. Com o treinamento, esperamos reduzir este tempo", aponta Ermano Moraes, vice-presidente e gerente geral da Covidien Brasil.

No laboratório de simulação de cenários clínicos, o boneco apelidado de Fred é o destaque principal. O protótipo revestido com silicone reproduz todas as situações de emergência encontradas na vida real. Os profissionais poderão sentir até o pulso do manequim computadorizado. "Tudo é controlado por acesso remoto. Pelo computador, podemos alterar os batimentos cardíacos, pressão arterial, respiração, temperatura", explica o gerente neurovascular Alex Silvestre.

O espaço que corresponde ao centro cirúrgico é equipado para a simulação de cirurgias minimamente invasivas. "As imagens geradas por microcâmeras acopladas aos aparelhos como o Sonicision são projetadas para monitores de alta resolução ou para qualquer computador que tenha internet no mundo, desde que tenha autorização", detalha o gerente do setor, Fábio Mir. A textura dos materiais sintéticos é bem similar ao tecido humano. "Com a tecnologia, reduzimos consideravelmente o uso de animais neste processo", destaca.

Outra tecnologia de ponta do CCI é a mesa touchscreen Anatomage. Parecida com a mesa virtual utilizada em programas esportivos para detalhar esquemas táticos de futebol, o equipamento permite o estudo da anatomia humana. Com um toque na tela, é possível rotacionar o corpo em 360 graus, escolher qual tipo de tecido se quer visualizar, esconder ou destacar órgãos. A tecnologia combina imagens de tomografia computadorizada com a tradicional experiência da sala de cirurgia.

O chefe do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento, Almir Ferrer, coordena uma equipe que inclui cientistas indianos, chineses e americanos. Segundo ele, todos os estudos funcionam de forma integrada com os outros centros da Covidien na Turquia (Istambul), Índia (Hyderabad e Mumbai), Coreia do Sul (Seul) e China (Xangai). "O projeto de um protótipo desenvolvido do outro lado do mundo pode ser encaminhado em minutos para esta unidade e ser impresso em uma impressora 3D como esta", mostra Ferrer, enquanto o equipamento fabrica uma tesoura cirúrgica em filamentos de polímero.

A primeira turma de profissionais deve começar o treinamento a partir de outubro. As inscrições são coordenadas pelo setor de Educação Continuada para Profissionais da Saúde (PACE). Para mais informações, os interessados devem acessar o site www.covidien.com.

- O jornalista viajou a São Paulo a convite da Covidien

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