Matheus Lemes dos Santos, hoje com 9 anos, teve o diagnóstico do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) após quase dois anos de exames e visitas ao pediatra. A resposta veio somente aos 4, quando os pais deram início a uma série de atendimentos com diferentes especialistas.
"Hoje, ele toma medicamentos, faz fonoaudiologia, fisioterapia e é atendido por nutricionista e terapeuta ocupacional", comenta a mãe Alzira Schauss dos Santos, que também buscou a análise dos laudos de exames, nos Estados Unidos. "Fizemos vários testes e foi comprovado que meu filho tem alterações no intestino, como se fossem furinhos. Além disso, apontou-se a presença de muitos fungos", conta.
Com a indicação de alguns profissionais e o resultado dos exames, Alzira adotou a dieta com isenção de glúten e caseína, meses depois do diagnóstico. "É difícil proibi-lo de comer tudo, mas eu percebo que quando ele come um pão francês, por exemplo, fica mais agitado", comenta, ao citar que Matheus não é verbal.
Diariamente, Matheus faz refeições saudáveis. A mãe diz que ele gosta de verduras, legumes, carnes e prefere frutas no café da manhã. "É tudo muito equilibrado até porque se alimentar de forma saudável é a melhor receita para todo mundo. No caso dele, acho que é um cuidado maior que faz a diferença", diz.
Junto com outras mães, Alzira fundou a Associação de Mães e Amigos dos Autistas de Londrina (Amaa) há três anos. Ela, que é presidente da associação, diz que a entidade busca a troca de experiência entre pais que têm filhos com TEA, mas também firmar parcerias para a promoção de tratamentos multidisciplinares. Atualmente, são 30 mães associadas.
A estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que 70 milhões de pessoas no mundo tenham TEA e, no Brasil, esse número pode chegar a dois milhões de pessoas.(M.O.)

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