Alimentação é grande aliada
Apesar de todos os fatores de risco externos, a imunidade também depende das condições de saúde de cada indivíduo. Mas há uma "fórmula" que cabe à toda a população: uma boa alimentação, a prática de exercícios físicos e evitar situações de estresse. A história de Ludwig Ilhe Silva, de 25 anos, é um bom exemplo.
Desde criança, tinha episódios de gripes, resfriados e infecções mensalmente. "Minha mãe conta que o médico acreditava que poderia ter relação com a imunidade, pois quando eu ficava doente, não conseguia me alimentar direito", afirma, citando muitas infecções de garganta. Na adolescência, Silva percebeu uma melhora, mas passou a ganhar muito peso.
Por conta própria, passou a fazer dieta, perdeu muito peso, mas voltou a adoecer constantemente. "Voltaram as infecções, gripes e aftas. Isso me incomodou muito", comenta. Hoje, Silva aprendeu que para manter a saúde é preciso cuidar do sistema imunológico. Ele adotou uma alimentação mais saudável, incluindo o consumo de frutas, verduras e legumes e de suco verde com gengibre, pelo menos três vezes por semana. "O resultado foi ótimo. Não adoeço mais com facilidade e me sinto melhor em todos os aspectos", diz.
A nutricionista Francielle F. Schmitd, de Londrina, comenta que quando nossa imunidade está baixa perdemos muitas vitaminas e os alimentos industrializados e gordurosos podem piorar a situação, provocando algum tipo de inflamação no organismo. Por outro lado, alguns alimentos possuem nutrientes chamados de imunomoduladores, ou seja, que ajudam a modular nosso sistema de defesa.
Alguns exemplos são o Ômega 3 (peixes e frutos do mar de águas profundas); arginina (leite e em alguns tipos de carnes); vitaminas antioxidantes A, D, E, K e C (frutas em geral, em especial as amarelas); zinco (aveia, manjericão, frutos do mar e gengibre); ferro (carnes, aves, vegetais de folhas verde escura) e ácido fólico (vísceras, feijão e vegetais de folha verde escura). Existe também a linha de suplementação, mas é importante ter a orientação de um profissional.
Segundo ela, merecem destaque o gengibre, pois além de tratar a inflamação, melhora todas as defesas do organismo, e o alho, que é rico em antioxidantes, é anti-inflamatório e melhora a imunidade. "A forma certa de usá-lo é cru ou então, amassá-lo e aguardar dez minutos antes de levá-lo para a panela", comenta.
Quando o assunto é imunidade, um "velho" conhecido entre as pessoas é o própolis. Porém, não há estudos confirmados sobre os benefícios ao sistema imunológico, mas somente em relação à atividade anti-inflamatória. "Algumas apresentações de própolis são em solução alcoólica, então um paciente alérgico que usar o spray de própolis em base álcool, pode piorar. Cada caso deve ser investigado, pois às vezes é preciso lançar mão das alternativas naturais que podem ter algum efeito colateral ruim", alerta a imunologista Loraine Landgraf.
O fato é que não há milagres quando se trata de alimentação. O segredo é não focar apenas em um alimento, pois as dietas restritivas vão enfraquecer o organismo ao invés de fortalecê-lo. Todos esses alimentos citados acima devem ser complementos na alimentação. "É preciso ter um equilíbrio e conjunto. Quanto mais colorido o prato, melhor", completa. (M.O.)




