Rubens Pontello Júnior explica que o procedimento consiste em injetar a toxina botulínica com uma agulha bem fina na região a ser tratada. "São pequenas agulhadas, superficiais, que se distanciam entre 1 a 1,5 centímetros", diz.
As glândulas sudoríparas se encontram na camada mais profunda da pele e, com a aplicação, o botox irá atuar como um bloqueio no estímulo do nervo que chega às glândulas. "É como uma interrupção dessa comunicação", exemplifica.
A dermatologista Juliana Jordão, que atua em São Paulo, acrescenta que a toxina botulínica é um produto de duração temporária. "O que ocorre em pacientes com hiperidrose é que, ao longo das aplicações, percebem que a recidiva é menor do que o volume de suor que tinham anteriormente. Mas não podemos dizer que seja um resultado permanente", completa.
Pontello Júnior diz que, na primeira aplicação, é possível alcançar um resultado médio, com oito meses a um ano de duração. Porém, ele reforça que o resultado pode variar muito de pessoa para pessoa.
"Quando se faz a aplicação, o que se espera de resultado é o controle adequado. A pessoa vai continuar transpirando quando deve, como durante a prática de exercícios, por exemplo", ressalta.
A veterinária Carolina Motta já havia feito um tratamento com botox há cerca de três anos. "Tenho receio da cirurgia e sempre busquei outros métodos. Tentei medicamentos tópicos, mas não obtive resultado", comenta ela, que na semana passada, se submeteu à segunda aplicação.
"Me sinto super bem e recomendo. São só algumas agulhadas. Demora uns dias para fazer efeito, mas hoje já estou usando blusas coloridas", comemora. Os custos para o tratamento com botox variam bastante, pois incluem a aplicação e dependem do tamanho da área a ser aplicada.
Em relação às contraindicações, Juliana diz que são as mesmas para o uso da toxina botulínica em geral. Ou seja, grávidas, lactantes ou alérgicos a qualquer um dos componentes, não devem fazer o uso, assim como portadores de doenças neurológicas.
O último estágio em relação aos tratamentos é a indicação cirúrgica, que pode consistir em uma raspagem das glândulas ou no corte do nervo. "A questão é que na cirurgia pode ocorrer uma hiperidrose compensatória, ou seja, a pessoa passa a transpirar em outra área. Com a toxina, pelo fato de não mexermos com via neural, esse risco não existe", conclui. (M.O.)

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