Nos últimos anos, casos de coqueluche voltaram a ocorrer no Brasil e a aumentar em todo o mundo. Segundo o Ministério da Saúde, apesar dos registros, o número é 24% menor em relação ao mesmo período de 2013, mas superior ao notificado há cinco anos. Nos Estados Unidos, no estado da California, por exemplo, é um dos locais que apresentam crescimento da doença.
No Brasil, o esquema vacinal é iniciado nos primeiros meses de vida (2, 4 e 6 meses), com a quarta dose entre 15 e 18 meses e um reforço aos 5 anos. Mesmo assim, os bebês continuam sendo os mais afetados pela doença. Uma das razões se deve ao fato de não estarem totalmente protegidos até o final do ciclo vacinal e, ao terem contato com pessoas contaminadas, que por algum motivo não foram diagnosticadas, acabam adoecendo.
Como a última dose da vacina é recebida aos 5 anos de idade e com o passar do tempo seu efeito protetor é reduzido, jovens e adultos voltam a ser suscetíveis à bactéria. Segundo Isabella Ballalai, presidente da Comissão de Revisão de Calendários e Consensos da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), é recomendado fazer um reforço da vacina a cada 10 anos para manter a proteção contínua.
"A única forma efetiva de prevenção é a vacinação. Além do esquema vacinal na infância, é necessário que todos os adolescentes e adultos tomem as doses de reforço, principalmente aqueles que convivem com bebês. Dessa forma fazemos uma proteção que chamamos de casulo, evitando que a bactéria se aproxime dos mais frágeis", explica.
Com o organismo desprotegido contra a bactéria causadora da coqueluche, mesmo os adultos vacinados na infância podem apresentar a doença, geralmente manifestada por tosse persistente por mais de 15 dias, mas que também pode ter um quadro mais grave.

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